Idosa de 81 anos morre após ataque de pitbull no Rio

Uma idosa de 81 anos morreu após ser atacada por um cão da raça pitbull em Nilópolis, na manhã desta sexta-feira (15). O caso, confirmado pelo Corpo de Bombeiros, aconteceu às 7h na Rua Elizeu de Alvarenga. Joselina Cerqueira foi encontrada já morta pela equipe de resgate.

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De acordo com relatos de testemunhas o cão pertencia a um vizinho da vítima. O homem teria deixado o portão aberto e o animal escapou, atacando a mulher que passava na hora.

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A PM informou por meio da assessoria de imprensa que, "nesta sexta (15), equipe do 20° BPM foi acionada para checar o ataque de um cão a uma mulher na Rua Elizeu de Alvarenga, em Olinda. Chegando ao local, os policiais encontraram a vítima já sem vida."

O proprietário do animal e uma testemunha foram conduzidos à delegacia da área.

Outros casos

Os ataques por cães da raça têm sido rotineiros. No final do mês de junho, o Hospital Estadual Alberto Torres atendeu mais uma vítima que foi atacada por cachorros da raça pitbull. Paula da Mata Lima, de 34 anos, está grávida e precisou entrar em luta corporal com seus cachorros para salvar a filha, de 8 anos. A menina foi mordida na cabeça e na orelha. Paula conseguiu afastar os animais com ajuda da irmã e de um vizinho, mas a menina precisou ser levada às pressas para o hospital, onde passou por cirurgia e recebeu alta na semana passada.

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No início de junho, o menino Nicolas Paz Vieira Souza do Nascimento, de 9 anos, foi vítima de um ataque de pitbull, também na Baixada Fluminense. A criança, que mora em São João de Meriti, passou por cirurgia de reconstrução da panturrilha.

No começo do mês a passeadora de cães Vera Lúcia Souza de Oliveira, de 50 anos, trabalhava no Jardim de Alah, no Leblon, Zona Sul do Rio, quando presenciou um pitbull atacar um boxer. Na briga, uma mulher tentou separar os animais, acabou caindo e machucando o joelho. No dia anterior, um cão da mesma linhagem, solto e sem focinheira, matou um yorkshire que passeava com seu tutor, em Vila Isabel.

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De acordo com a Confederação Brasileira de Cinofilia, “essa raça necessita de proprietários que os socializem cuidadosamente e que ensinem obediência a eles”. Segundo o veterinário e especialista em comportamento animal Alexandre Rossi, conhecido como Dr. Pet e fundador da Cão Cidadão, a socialização bem feita, com ajuda de um adestrador, pode ajudar, sobretudo, com filhotes de até 90 dias, a impedir as chamadas atitudes predatórias, como correr atrás de crianças, e evitar violências futuras.

— Quando a gente não socializa corretamente os cachorros e não apresenta todos os estímulos, como por exemplo crianças correndo e brincando, idosos com muleta, cães de raças diferentes, a gente pode facilitar esse ataque. Ele vai atacar por medo do desconhecido — disse Rossi.

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