Idosa bolsonarista que ameaçou ‘pegar o Xandão’ já foi condenada por tráfico

Bolsonaristas em ato no Rio de Janeiro
Bolsonaristas em ato no Rio de Janeiro
  • Bolsonarista de 67 anos que foi filmada em ataques terroristas em Brasília já tem passagem na polícia por tráfico de drogas;

  • Maria de Fátima vendia drogas em casa, no município de Tubarão (SC) com ajuda de um menor;

  • Na época em que foi flagrada, a bolsonarista disse ser vítima de usuários de drogas que invadiram a casa dela. A versão foi contestada por policiais que presenciaram a atuação dela no crime.

Uma idosa que ficou conhecida nas redes sociais após aparecer em vídeo depredando o patrimônio público e ameaçando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) já tem antecedentes criminais por tráfico de drogas com envolvimento de menor de idade. As informações são do portal Uol.

A imagem de Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza viralizou após vídeo em que ela é exaltada: “Dona Fátima, de Tubarão, Santa Catarina, de 67 anos, tá quebrando tudo!”. Na sequência, ela dispara: “Vamos para a guerra. Vou pegar o Xandão agora!”. O momento foi gravado durante participação da idosa nos ataques terroristas promovidos por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF).

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De acordo com apuração do portal Extra Classe, Maria de Fátima era conhecida por tráfico de drogas em Tubarão. Uma denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina descreve que ela foi descoberta enquanto vigiava uma residência onde havia a venda de entorpecentes.

A denúncia descreve que, por volta das 3h30 do dia do flagrante, os policiais viram Fátima sair de casa e varrer a calçada, falando em voz alta “vem pra vá que não tem ninguém”. Depois disso, um usuário se aproximou e perguntou a ela: “Tem?”, no que Fátima respondeu: “Tem.” Na sequência, um adolescente saiu da casa com pedras de crack para o comprador.

Em depoimento, a idosa bolsonarista ainda argumentou que a casa dela havia sido invadida pelos usuários de drogas, já que ela alugava quartos do imóvel. Todavia, os policiais viram a participação dela no ato criminoso.

“Em campana realizada muito próxima ao imóvel da ré foi possível observá-la apurando a existência de policiais na região, negociando entorpecentes com usuários, indicando locais em que estes poderiam adquirir outras espécies de entorpecentes e utilizando os serviços de um adolescente para realizar a entrega do crack aos consumidores da droga”, aponta o depoimento de policiais no caso.

Dona Fátima, como é agora conhecida, foi condenada a 4 anos de prisão em regime semiaberto. Ela recorreu e conseguiu diminuição da pena para 3 anos e 10 meses, com prestação de serviços à comunidade.

Nas redes sociais, ela tem vários perfis onde se apresenta como Fátima Mendonça e defende pautas bolsonaristas, como voto impresso e o fechamento ilegal de rodovias promovido após o segundo turno das eleições, em 2022.