Idosa desaparece na Zona Norte do Rio, e filha faz apelo para encontrá-la

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A idosa Zélia Maria Maggessi está desaparecida desde o dia 7 de abril, depois de sair de casa na Zona Norte do Rio de Janeiro. A última vez que ela foi vista estava na casa da filha, Barbara Maggessi Bebianno, e depois pegou um carro para retornar para sua residência em Inhaúma. Deste então, não foi mais vista. A filha fez um registro de ocorrência através da delegacia online, mas já se passaram duas semanas sem notícias do paradeiro. A família fez buscas na Assistência Social da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), da Tijuca, mas foi informada que ela não se encontrava no local.

Em uma consulta no banco de dados das unidades, também não contava a entrada de nenhuma idosa com o nome de dona Zélia. Ela portava seus documentos, mas não estava com o celular, segundo o marido dela contou para enteada. Outros hospitais foram acionados, assim como o Instituto Médico Legal (IML), mas a filha não obteve sucesso para encontrar a mãe.

"Eu fui notificada do ocorrido há poucos dias e estou, então, fazendo as buscas da forma que posso. Mas estamos numa pandemia e tenho uma filhinha de 4 aninhos que ainda mama, o que me impede de sair por todo o Estado caçando o paradeiro da minha mãe. Já não é a primeira vez que ocorre, mas é a primeira vez que dura por tantos dias", descreveu a filha no RO.

Conforme o seu relato, esta não é a primeira vez que dona Zélia desaparece, mas em nenhuma das outras vezes ela demorou tantos dias e semanas para voltar para casa. Segundo a filha, que não vive mais com a mãe há mais de 22 anos, a idosa é costureira e viciada em jogos. Na ocorrência, Barbara conta que o seu padrasto é também idoso e com vários problemas de saúde, como diabetes, além de ser amputado. Ela não acredita que a mãe sofria agressões em casa.

"Minha mãe é uma pessoa complicada, viciada em jogos e, desde que não moramos mais juntas, não sei quem são seus amigos, seu círculo de amizades, por onde anda, o que faz, nada... Sei que costura, porque é seu ofício principal. Não sei que tipo de relação ela tem, em termos de convivência com o marido, mas creio que não esteja sendo agredida dentro de casa. O mesmo é pessoa idosa, doente, diabético e amputado, o que lhe dificultaria, sobremaneira, qualquer sucesso numa eventual tentativa de agressão. Enfim, peço ajuda dos senhores, porque nunca me faltaram. Muito obrigada pelo atendimento telefônico, extremamente cordial e esclarecedor", disse a filha no seu apelo.