Idosa e diarista carbonizadas: Pintor alegou que entregaria currículo antes de crime

Martha Maria Lopes Pontes e Alice Fernandes da Silva, que foram encontradas degoladas e carbonizadas em um apartamento, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução
Martha Maria Lopes Pontes e Alice Fernandes da Silva, foram encontradas degoladas e carbonizadas em um apartamento, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução

O pintor Jhonatan Correia Damasceno, de 32 anos, acusado de duplo latrocínio, extorsão qualificada e incêndio após degolar e carbonizar os corpos de uma idosa e de uma diarista, na última quinta-feira (9), em um apartamento no Flamengo, no Rio de Janeiro, usou como desculpa a entrega de um currículo para ter acesso a casa da vítima.

Além do pintor, William Oliveira Fonseca, de 23, também é acusado pelos mesmos crimes. Jhonatan foi preso na noite de sexta-feira (10). William se entregou na noite de sábado (11).

De acordo com informações da polícia, o pintor fingiu que entregaria um currículo para Martha Maria Lopes Pontes, a idosa de 77 anos para quem tinha prestado serviço. Mas não havia documento algum: era uma desculpa para Jhonatan voltar à casa da ex-patroa.

William comparsa de Jhonatan, afirmou em depoimento que partiu do parceiro a ordem para matar as duas, e que o corte nas gargantas foi feito com uma faca da casa da idosa.

De acordo com William, quando os dois já estavam no Flamengo, “Jhonatan efetuou uma ligação, tendo falado com a diarista da residência que queria entregar um currículo a Martha, para que ela lhe auxiliasse a arrumar um emprego”.

Ele também informou que Jhonatan levou em uma mochila uma fita adesiva, “já com o objetivo de amordaçar as vítimas”, e também alguns lacres, “que foram utilizados como algemas”.

De acordo com o depoimento de William, eles não levaram armas nem facas, utilizaram “uma que já existia no imóvel”.

Ele disse ainda “que ambas as vítimas clamavam para que Jhonatan não fizesse aquilo, alegando que já o tinham ajudado, e que ele era trabalhador”.

No entanto, Jhonatan não se comoveu. A dupla amarrou as pernas das vítimas com fita adesiva, colocou os lacres em seus braços e também as amordaçou, para que não gritassem.

Em seguida o pintor começou a revirar o apartamento. Separou “alguns relógios, cordões dourados e anéis”. Como não encontrou dinheiro, “Jhonatan passou a exigir que Martha preenchesse cheques, pois ele já sabia que ela costumava pagar dessa forma”.

Na sequência, o pintor teria saído para descontar os cheques e dado orientações de como a idosa se portar.

“Antes de Jhonatan descer para descontar os cheques, ele disse para Martha que, caso alguém do banco ligasse, era para ela autorizar a transação bancária e ‘que era para ela não falar besteira’”, diz o termo de declaração.

Após o retorno de Jhonatan as vítimas ainda estavam amarradas e amordaçadas no corredor. William afirma que o pintor lhe disse “que era melhor matar as vítimas, pois senão elas poderiam reconhecê-lo”.

O comparsa do pintor, admitiu ter matado as duas, cortando-lhes a garganta “até que desfalecessem por completo”.

No entanto, foi Jhonatan, segundo o depoimento, quem jogou álcool no quarto para carbonizar o corpo de Martha.

No domingo, a Justiça converteu em preventiva a prisão de Jhonatan. A audiência de custódia de William estava marcada para esta segunda.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos