iFood teria adotado práticas anticoncorrenciais no mercado de VR, diz Cade

Sao Paulo, Brazil - sept 19 2020: worker I Food
Empresa foi acusada por entidade que representa empresas especializadas em benefícios trabalhistas (Getty Image)
  • Aplicativo de delivery foi acusado de práticas de concorrência desleal

  • Ifood Benefícios utilizaria informações de clientes da plataforma para vender o serviço

  • Empresa estaria favorecendo o produto que criou em detrimento de outros vale-refeições

Parece que o Ifood enfrentará mais um problema na justiça. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) iniciou uma investigação sobre possíveis práticas anticoncorrenciais do IFood.

O processo alega uma série de condutas que poderiam ferir a competição do mercado por parte da plataforma de delivery e vale-refeição após denúncia relatada pela Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT).

Empresas como Sodexo, Alelo e Ticket são representadas pela entidade, que entregou a representação ao Cade. Apesar do documento ter chegou ao órgão em março, apenas nesta semana a denúncia se tornou pública.

O Ifood estaria adotando três práticas que a ABBT considera prejudiciais ao mercado. A primeira seria a vantagem de mercado por acesso a dados de clientes, como preferência e frequência de pedidos e meios de pagamento utilizados.

A plataforma estaria utilizando essas informações para apresentar o Ifood Benefícios, serviço da empresa de vale-refeição e vale-alimentação, para possíveis contratantes. Em nota enviada ao jornal O Globo, o IFood afirmou que a entrada no setor amplia a competição e beneficia os restaurantes, supermercados e trabalhadores por dar mais uma opção de produto.

Além disso, a companhia também estaria dotado práticas de subsídio cruzado, como cashback e descontos, que configuraria em vantagens impossíveis de serem adotadas pelos concorrentes.

“A prática do subsídio cruzado é problemática quando o poder de mercado da empresa que o pratica é utilizado para fixar preços diferentes para o mesmo produto ou serviço, discriminando-os entre compradores, de forma a se apropriar de parcela do excedente do consumidor e, assim, elevar os seus lucros sem razões econômicas claras”, afirma a representação.

A última acusação é quem o IFood adota a prática de “self-preferecing”, que facilita o cadastro do IFood Benefícios como meio de pagamento em estabelecimentos em detrimento de outro vale-refeição.

Mesmo abrindo o inquérito, o Cade não atendeu ao pedido da ABBT de adotar medidas preventivas que suspenderiam as práticas adotadas pelo Ifood.

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