Ilha de Páscoa começa vacinação contra a covid-19 com 1.200 doses

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Imagem divulgada pelo município de Rapa Nui mostra profissionais de saúde descarregando uma caixa com quase 1.200 doses da vacina CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac, em sua chegada ao Aeroporto Internacional da Ilha de Páscoa, em Rapa Nui, Chile, em 4 de fevereiro de 2021

Com 1.200 doses, começou a campanha de vacinação contra a covid-19 na Ilha de Páscoa, um território turístico insular chileno localizado no meio do Oceano Pacífico onde não há casos de coronavírus há mais de 300 dias.

A imunização teve início com os profissionais de saúde e maiores de 80 anos. As autoridades planejam vacinar 8 mil pessoas, 80% da população total da ilha.

As vacinas do laboratório chinês Sinovac chegaram quinta-feira à ilha no voo que chega semanalmente do continente, a cerca de 3.700 quilômetros de distância, com suprimentos para seus habitantes.

“Estamos começando com o grupo-alvo, que é todo o pessoal de saúde do hospital e também pessoas com mais de 80 anos”, disse à AFP o prefeito da Ilha de Páscoa, Pedro Edmunds.

A ilha receberá 16 mil doses no total e o processo continuará na terça e quarta-feira com pessoas com mais de 70 anos e, quinta e sexta-feira, com pessoas acima dos 65, segundo Juan Pakomio, diretor do hospital Hanga Roa.

Enquanto no Chile continental há mais de 755 mil infectados e mais de 19 mil mortes após 11 meses de pandemia, a ilha está livre do vírus depois que todas as viagens turísticas foram suspensas por mais de 300 dias, o que levou seus habitantes a uma "economia zero", de acordo com Edmunds.

Sem o turismo, principal meio de subsistência da ilha, seus moradores viveram graças ao abastecimento que chega toda semana e ao "tapo", um antigo modo de vida polinésio que se baseia "na autoproteção e na partilha de alimentos, partilhando tudo o que é possível", explicou o prefeito.

Na quarta-feira, o processo de vacinação em massa começou no Chile e após cinco dias, 664.702 pessoas já haviam sido imunizadas, em especial aqueles com mais de 81 anos, profissionais médicos e de serviços básicos do Estado. Nesta segunda, foram incluídos trabalhadores essenciais como farmacêuticos, policiais e militares.

A vacinação teve início no país com as equipes médicas em dezembro, quando receberam um primeiro lote de 154 mil doses da Pfizer/BioNtech. O governo espera vacinar 5 milhões de pessoas até o final de março e alcançar 15 dos 18 milhões de habitantes até julho de 2021.

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