Imóveis de luxo à venda no Rio têm preços que chegam aos R$ 90 milhões

A venda de uma cobertura na Delfim Moreira por R$ 42 milhões esta semana chamou a atenção pelas altas cifras que podem chegar a ser negociados os imóveis de luxo na cidade. O imóvel em questão fica num dos endereços mais nobres do Rio, na Avenida Delfim Moreira, debruçado na praia do Leblon, tem mais de 500 metros quadrados, quatro suítes, quatro quartos e três vagas na garagem. Ainda que o valor pareça inalcançável para a maioria da população, existem outras joias raras espalhadas pela cidade e que podem ultrapassar em muito esse valor.

Um deles é o da cobertura do edifício Itacurussa, no número 620 da Vieira Souto, em Ipanema, ao lado do aristocrata Contry Club. O apartamento duplex foi posto à venda no fim do ano passado por nada menos do que R$ 125 milhões. Quase seis meses depois, as cifras diminuíram, mas continuam lá no alto. O novo valor gira em torno de R$ 90 milhões.

— A cobertura está em ótimo estado, mas o prédio é antigo. Não adianta melhorar o apartamento se o prédio não acompanha — avalia Elcilio Britto, diretor-presidente da Imobiliária Lopes no Rio.

Segundo ele, a modernidade do Tom foi exatamente o que arremessou o preço do metro quadrado do empreendimento para o alto. Além da área de mais de 500 metros quadrados, o dono do imóvel terá direito a serviços como academia completa, sala de reuniões, manobrista 24h, automação, gerador e sala de motorista.

Normalmente, o valor do metro quadrado varia entre R$ 60 e R$ 70 mil. No novo empreendimento, que está 75% vendido, a metragem extrapolou o valor médio, ficando em R$ 93 mil. Detalhe, os compradores não pretendem morar no apartamento, mas usar o imóvel apenas algumas vezes ao mês. O pagamento teria sido feito a vista, passando bem longe de qualquer indício de crise no mercado.

— Devo movimentar cerca de R$ 600 milhões somente este ano com imóveis de alto luxo, o que vai representar 35% de toda a minha comercialização — diz Britto, contando que esse valor devem girar em torno de negociações de 40 imóveis.

Com apresentações em português, espanhol e inglês em sua mensagem de contato, o corretor Rafael Garcez sabe que o mercado carioca de alto luxo não interessa apenas aos brasileiros.

— Compradores de fora, donos de grandes fortunas, estão de olho no mercado imobiliário brasileiro faz tempo, principalmente em um momento em que nossa moeda frente ao dólar ou ao Euro está muito desvalorizada — acredita.

No pedacinho onde o Leblon é ainda mais exorbitante, no Jardim Pernambuco, foi pedido recentemente R$ 40 milhões por um terreno de 4 mil metros quadrados. A oferta foi prontamente coberta. Aliás, a busca por imóveis no bairro dentro do bairro está a todo vapor. É de lá também o recorde do mercado imobiliário carioca. No ano passado, uma casa com 3.500 metros quadrados de área construída, 12 quartos e 20 vagas na garagem, foi vendida por R$ 200 milhões.

— O Jardim Pernambuco é a coqueluche do momento. Estou com clientes que podem pagar até R$ 25 milhões por uma casa e não encontro imóvel — diz Britto, dizendo que quando se encontra algo por lá, a novidade nem chega a vazar para o mercado. — Selecionamos os clientes, apresentamos uma proposta para personalizar o imóvel com número de quartos, piscina, elevador. Tudo é feito sob medida para atende as necessidades desse cliente.

Mas não são apenas grandes imóveis que podem bater a cifra de milhões. Um novo empreendimento em Ipanema, na Vieira Souto 706, que só deve ficar pronto em 30 meses terá um dos metros quadrados mais caros da cidade: R$ 100 mil, e os apartamentos devem ter, em média, 60 metros quadrados. É só fazer as contas — do valor final e das economias.

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