Imóvel onde Jamelão morou até morrer entra em processo de leilão para pagar dívidas de condomínio

Um imóvel num prédio da Rua Jorge Rudge, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, Jamelão, morou até morrer, em 2008, está em processo de leilão, para pagar dívidas condominiais, que somam cerca de R$ 200 mil, incluindo débitos relativos a condomínio, IPTU e taxa de incêndio. O processo foi iniciado em 2019, na 47ª Vara Cível, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

No começo de maio foi publicada uma decisão da Justiça autorizando a realização do leilão no dia 26 e, em não havendo interessados, uma segunda tentativa de venda se realizaria no dia 31 do mesmo mês, com lances a partir de 60% do valor do imóvel, avaliado em R$ 730 mil. Na descrição do imóvel, numa página de leilões na internet, o leiloeiro coloca que a avaliação se deu de “forma indireta”, porque ao comparecer no local em 17 de agosto de 2020 não foi permitida a sua entrada no local.

Procurada, a família do artista não quis se manifestar, alegando que já teria entrado com pedido de anulação do leilão e que o caso estaria em segredo de Justiça. Advogados do condomínio também alegaram não poder dar entrevistas, por não ter autorização do cliente para falar sobre o caso.

Jamelão morreu em junho de 2008, aos 95 anos. O intérprete faleceu na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, onde estava internado. A causa da morte foi infecção generalizada (choque séptico).

Uma das figuras mais representativas da verde e rosa, Jamelão foi um dos homenageados da Mangueira no último carnaval, cujo enredo “Angenor, José e Laurindo exaltava três baluartes da escola. No caso, o José era o Jamelão, cujo nome de batismo era José Clementino Bispo dos Santos. Os outros dois homenageados eram o compositor mangueirense Cartola (Angenor) e lendário mestre-sala Delegado (Laurindo).

No ano que vem, quando o interprete da Mangueira completaria 110 anos, estão programados uma série de homenagens dentro do projeto “Mestre Jamelão 110 anos”, com museu virtual, documentário, exposição itinerante e uma biografia. A realização está a cargo do Instituto Mestre Jamelão com curadoria de Jamelão Netto.

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