Imagens de alimentação forçada de preso em Guantánamo permanecerão secretas

Militar americano monta guarda em posto no Campo Delta, parte do Centro de Detenção de Guantánamo, em 30 de março de 2010

Um tribunal de Apelações de Washington negou nesta sexta-feira um pedido para forçar o governo americano a divulgar vídeos de um detento sendo alimentado à força na prisão da base militar de Guantánamo.

O interesse do público em saber o que aconteceu naquela prisão, onde estão detidas sem processo legal pessoas qualificadas de "combatentes ilegais", não está acima do "interesse superior do governo de proteger a segurança nacional", destaca a decisão.

Os três juízes do tribunal de Apelações reformaram a decisão de um tribunal federal que havia acatado o pedido de 15 meios de comunicação para a suspensão da proibição envolvendo as imagens.

A questão envolve a alimentação forçada de Abu Wa'el Dhiab, também conhecido como Jihad Dhiab, um ex- detento na prisão da base de Guantánamo.

Dhiab foi entregue, em dezembro de 2014, às autoridades do Uruguai, como parte dos esforços do governo de Barack Obama para fechar a prisão situada na ilha de Cuba.