Imagens de câmeras de segurança podem ajudar a identificar quem matou advogado no Centro do Rio

Imagens de câmeras de segurança do entorno da Praça da República, no Centro do Rio, poderão ajudar a investigadores da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) a identificar quem está envolvido no assassinato do advogado Victor Stephen Coelho Pereira, de 27 anos. Ele foi morto a facadas entre a noite de sexta-feira (22) e a madrugada do sábado. Na manhã desta segunda-feira (25), a Polícia Militar e a Guarda Municipal reforçaram o patrulhamento no local.

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Ainda não se sabe se o rapaz foi morto na Praça da República ou se ele chegou a correr e cair já morto no local. Nas proximidades da estação do VLT onde ele foi encontrado, funcionam o Comando Militar do Leste, o Tribunal de Contas do Estado e o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, além da sede da Secretaria de Administração Penitenciária.

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O mecânico de elevador Sidney Oliveira da Silva Júnior, de 35 anos, diz que há dois anos foi vítima de tentativa de assalto no mesmo local onde Victor foi morto. Ele conta que reagiu, foi agredido e perdeu parte de um dente. O homem afirma que “o Centro está abandonado”

— Eu já vi gente ser esfaqueada aqui (na Praça da República). O Centro depois de 20h acabou. Não existe policiamento, não existe Guarda Municipal, não tem nada. Há dois anos, quando tentaram me assaltar, eu reagi e o bandido me deu o soco e quebrou o meu dente. No dia ele não levou nada. Mas eu poderia ser morto — conta.

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A contadora Carla Silveira, de 39 anos, trabalha na Praça Quinze. Diariamente ela tem que atravessar pela manhã e à noite a Avenida Presidente Vargas, na Central, indo e vindo do trabalho. Ela conta que por medo de assalto, evita fazer o percurso tarde. Ela lembra que colegas de trabalho já foram assaltados no Centro durante o dia.

— Eu saio antes das 18h porque a situação é muito tensa. A gente vê a polícia de manhã, mas à noite não. Eu já vi amigos serem assaltados à luz do dia — conta Carla, que diz tomar alguns cuidados para evitar ser vítima da criminalidade. — Eu não tiro o celular para falar. Ando com a bolsa para frente e sempre atenta. A gente chegou a um ponto da violência que as pessoas matam por qualquer coisa. E para piorar, o Centro está abandonado.

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A técnica de enfermagem Mônica Santos Rodrigues Luiz trabalha no Hospital municipal Souza Aguiar. Ela diz que à noite a situação na região é de extrema preocupação.

— Eu trabalho no Souza Aguiar. Sempre tem assalto, está faltando policiamento no Centro do Rio. Eu chego à noite para trabalhar e sempre está deserto. A gente passa pela Central com medo. Eu venho orando para o plantão. A gente ora para ser protegida — conta a técnica de enfermagem, que tem 50 anos e trabalha no local há dois anos.

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