Imagens da abertura de túmulos em massa no Irã levanta temor de quadro mais grave de Covid-19

Um vídeo divulgado por jornais britânicos, que mostra a abertura de túmulos em massa no Irã, reforçou os temores de que o governo esteja minimizando o número de mortos pelo novo coronavírus. De acordo com o "The Sun", até dez mil dos túmulos no cemitério de Behesht-e Zahra, em Teerã, foram destinados a vítimas da Covid-19.

 

 

Depois de ignorar os conselhos dos especialistas em saúde e só impor uma quarentena quando já era tarde demais, o Irã vem sendo acusado de subestimar os números da doença no país - oficialmente, são mais de 93 mil casos e quase 6 mil mortes. Mas ativistas da oposição iraniana - citando fontes locais - temem que o número de mortos possa ser até dez vezes.

 

 

Nas imagens, surgem fileiras de sepulturas vazias no cemitério, que é a maior do Irã: abriga até 1,7 milhão de mortos em 3km². Além de muitas pessoas de luto, elas mostram um homem entre os túmulos que estão sendo abertos, olhando para a cena aparentemente horrorizado, com a mão cobrindo a boca.

 

 

 

Segundo o "The Sun", as sepulturas para as vítimas do vírus estão sendo escavadas dois metros abaixo, e instalações especiais isoladas foram criadas para a lavagem tradicional de corpos. Algumas cidades iranianas estariam jogando cal nos túmulos e enterrando os mortos de Covid-19 em camadas de lençóis de proteção.

Um médico disse anteriormente ao jornal britânico que os hospitais do país estão prestes a colapsar, e que as instalações disponíveis para combater o vírus são "lamentavelmente inadequadas". "Não temos máscaras, protetor facial, desinfetantes para as mãos. Só Deus nos salvou até agora. O álcool fornecido aos médicos para desinfetar, em vez de 70% de álcool, é 70% de água", contou ele.