Imagens de satélite mostram que Rússia segue agrupando tropas perto da Ucrânia

·2 min de leitura

(Reuters) - Novas imagens de satélite capturadas por uma empresa dos Estados Unidos mostraram que a Rússia continua agrupando forças militares na Crimeia, região recentemente anexada, e em áreas próximas à Ucrânia nas últimas semanas, enquanto pressiona os Estados Unidos por negociações a respeito de garantias de segurança.

A Reuters não conseguiu investigar de maneira independente as imagens mais recentes da Maxar Technologies, dos Estados Unidos. O Kremlin reiterou nesta sexta-feira que se reserva o direito de movimentar suas próprias forças no território russo da forma que achar conveniente e que países ocidentais estão realizando manobras militares provocativas perto de suas fronteiras.

Líderes norte-americanos, europeus e ucranianos acusaram a Rússia de agrupar tropas novamente perto da fronteira com a Ucrânia desde outubro, após um breve aumento desse tipo de atividade em abril, quando a Maxar também havia divulgado imagens. O presidente dos EUA, Joe Biden, e outros líderes dizem que Moscou parece estar avaliando um ataque à Ucrânia no mês que vem, algo que Moscou negou repetidamente.

As imagens divulgadas na noite de quinta-feira mostraram uma base na Crimeia, que a Rússia anexou da Ucrânia em 2014, com centenas de veículos blindados e tanques, isso no dia 13 de dezembro. Uma imagem de satélite da Maxar na mesma base, no mês de outubro, mostrava a base meio vazia.

A Maxar mostrou que uma nova unidade militar, composta por várias centenas de veículos blindados, como veículos de combate de infantaria da série BMP, tanques, artilharia autopropulsada e equipamentos aéreos de defesa, havia chegado à guarnição russa.

"No mês passado, nossas imagens de satélite de alta resolução observaram uma série de novas movimentações russas na Crimeia, bem como em várias áreas de treinamento no oeste da Rússia ao longo da fronteira com a Ucrânia", disse a Maxar em comunicado.

A empresa citou o aumento da atividade militar em três pontos da Crimeia e em cinco localidades do oeste da Rússia.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse na quinta-feira que a Rússia quer evitar o conflito, mas que precisa de uma resposta "imediata" dos Estados Unidos e seus aliados às suas demandas por garantias de segurança. Moscou disse que espera que as negociações com membros do governo dos EUA sobre o assunto comecem em janeiro em Genebra.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos