Papa condena atentado contra cristãos no Egito

Cidade do Vaticano, 9 abr (EFE).- O papa Francisco condenou neste domingo o atentado cometido dentro de uma igreja cristã copta na cidade de Tanta, no Egito, no qual morreram pelo menos 22 pessoas, e pediu a Deus que converta "o coração das pessoas que semeiam terror, violência e morte".

O pontífice também manifestou seu pesar aos familiares das vítimas, aos feridos e à população egípcia, e lhes assegurou que estão todos em suas orações, momentos antes de rezar o Ângelus na Praça de São Pedro do Vaticano.

O papa presidiu hoje a tradicional comemoração litúrgica do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, com a qual deu início aos ritos da Semana Santa.

"Ao meu querido irmão, (chefe da Igreja Copta Ortodoxa do Egito e patriarca de São Marcos) Tawadros II, à Igreja Copta e a toda a querida nação egípcia, expresso meu profundo pesar", disse Francisco.

A explosão de uma bomba no interior desta igreja na cidade de Tanta, que fica 120 quilômetros ao norte da capital Cairo, deixou 22 mortos e 41 feridos até o momento, de acordo com os números oficiais.

Mas esta não foi a única condenação do papa diante dos milhares de fiéis que se reuniram na Praça de São Pedro do Vaticano, pois o líder católico também dedicou algumas palavras para o atentado terrorista cometido na sexta-feira em Estocolmo, na Suécia, no qual morreram quatro pessoas.

"Confiamos à Virgem Santa as vítimas do ataque terrorista ocorrido na sexta-feira em Estocolmo, bem como aqueles que são submetidos a duras provas pela guerra, a desgraça da humanidade", afirmou Francisco.

Um homem avançou com um caminhão roubado na sexta-feira contra as pessoas que estavam na principal rua de pedestres da capital sueca, atropelando vários transeuntes, até se chocar contra uma loja de departamentos.

Dez pessoas permanecem hospitalizadas, algumas delas em estado muito grave, por causa do ataque, cujo suposto autor - um uzbeque de 39 anos - foi detido horas depois e contra quem foram apresentadas ontem acusações por crime de terrorismo e assassinato. EFE