IML mostra que jovem foi envenenado com chumbinho e madrasta tem prisão prorrogada

Cintia Mariano Cabral teria envenenado seus enteados: um adolescente de 16 anos e uma jovem de 22 anos, que morreu. Foto: Reprodução.
Cintia Mariano Cabral teria envenenado seus enteados: um adolescente de 16 anos e uma jovem de 22 anos, que morreu. Foto: Reprodução.
  • Cintia Mariano Cabral teve prisão prorrogada em 30 dias

  • IML fez exame laboratorial com material gástrico de adolescente envenenado

  • Jovem de 22 anos morreu em março, também por envenenamento

Cintia Mariano Cabral, suspeita de envenenar os dois enteados, teve a prisão prorrogada pela Justiça por mais 30 dias. A decisão veio após resultado de um exame no IML (Instituto Médico Legal) que mostrou que o adolescente Bruno, de 16 anos, foi intoxicado com chumbinho.

A madrasta é suspeita de tentar matar por envenenamento o enteado de 16 anos, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, além de ser investigada por matar a irmã do adolescente, Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos, também por envenenamento, em março.

A prorrogação da prisão foi determinada pelo juiz Alexandre Abrahao Dias Teixeira, da 3ª Vara Criminal, que atendeu a um pedido do Ministério Público. "O Ministério Público requer prorrogação da prisão temporária de Cintia Mariano Dias Cabral tendo como lastro a investigação da 33ª DP, a necessidade de se cumprir rapidamente as diligências remanescentes. A materialidade do tipo imputado à indiciada encontra-se evidente nas peças da presente investigação, notadamente no laudo de exame de material acostado ao index 56”, afirma trecho.

Segundo o laudo do IML, a análise de material comprovou a presença de chumbinho no corpo do adolescente.

“O exame laboratorial, análise do lavado gástrico, realizado no laboratório do Instituto Médico Legal, revelou a presença de 04 grânulos esféricos diminutos, de coloração azul escura. Forma esta de apresentação de raticida amplamente e cladestinamente comercializado, conhecido como 'chumbinho'", descreve o laudo.

De acordo com o laudo, o jovem poderia ter morrido em decorrência do envenenamento: “O quadro clínico e a apresentação dos grânulos, revela quadro clássico de intoxicação por raticidas, carbamatos, aldicarb. Caso a vítima não tivesse sido submetida a tratamento imediato, como ocorreu, provavelmente teria evoluído para o óbito”.

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