Implantação do 5G nas capitais é adiada para setembro, decide Anatel

O conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu adiar o prazo de implantação do 5G nas capitais para setembro, atendendo a recomendação técnica que alertou para a impossibilidade de entrega de equipamentos técnicos por causa do lockdown da China e escassez de semicondutores, entre outras razões.

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Originalmente, o edital do leilão do 5G determinava que a ativação nas capitais deveria ocorrer até 31 de julho de 2022, mas já havia previsão de extensão do prazo por mais 60 dias. Com a decisão do conselho da Anatel tomada nesta quinta-feira, a data passou para 29 de setembro.

Isso ocorreu porque foi constatado que não há condições técnicas para concluir as atividades necessárias tanto para a migração do sinal de TV aberta e gratuita via antenas parabólicas quanto para a "limpeza" das faixas de 3,5 GHz, que será liberada para o uso do 5G.

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"O lockdown na China, a escassez de semicondutores, as limitações do transporte aéreo e a demora no desembaraço aduaneiro trouxeram impactos ao projeto", justificou em nota a Anatel.

Não há alteração nos demais prazos de implementação do 5G no país.

Percalços técnicos

Como o GLOBO já mostrou, esse adiamento na implementação já era considerado pelos técnicos da Anatel. Leiloado no ano passado, o 5G ainda não está acessível em nenhuma localidade do país. O leilão movimentou R$ 47,2 bilhões, valor ligeiramente menor que o potencial da licitação de R$ 50 bilhões, mas colocou Brasil no mapa mundial da nova tecnologia e era usado como um trunfo do governo em ano eleitoral.

Pelas regras do edital, as vencedoras do leilão (especialmente Claro, Tim e Vivo, as maiores operadoras de redes móveis no país) deveriam colocar no mínimo uma antena de 5G puro para cada 100 mil habitantes em todas as capitais até o dia 31 de julho deste ano. Este foi o prazo prorrogado.

As empresas precisam oferecer o chamado 5G standalone (SA), conhecido como 5G puro. É uma tecnologia que oferece duas características das redes móveis de quinta geração: altíssima velocidade e baixa latência (demora entre o envio e o recebimento de uma informação).

Essa versão é conhecida como "pura" por usar uma infraestrutura totalmente nova e dedicada ao 5G, sem aproveitar a estrutura usada até hoje pelo 4G. E esse 5G “impuro” que aparece nos visores dos celulares pelo país.

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