Importante chefe da máfia napolitana, foragido há seis anos, é preso em Dubai

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dos chefes da máfia napolitana foi preso em Dubai e aguarda o pedido de extradição para ser levado à Itália. Raffaele Imperiale, 46, foi detido em uma operação conjunta da Interpol e da Europol após seis anos foragido da Justiça, período no qual foi incluído na lista dos fugitivos mais perigosos do país europeu.

Segundo comunicado da polícia italiana divulgado nesta quinta (19), Imperiale foi capturado no dia 4 pelas autoridades emirandenses. Para os agentes, o criminoso, considerado "uma figura de primeira ordem do narcotráfico internacional e da lavagem de dinheiro", fugiu rumo ao país do Oriente Médio em 2016.

No mesmo ano, foram encontrados em uma das propriedades do narcotraficante, em Nápoles, dois quadros de Van Gogh (1853-1890), roubados do museu do pintor holandês em Amsterdã 14 anos antes.

As obras "Congregação Deixando a Igreja Reformada em Nuenen" e "Vista do Mar em Scheveningen" têm valor estimado de 50 milhões de euros cada um (R$ 316 mi), segundo investigadores que as recuperaram.

Imperiale, além de estar envolvido com tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, tem uma relação próxima com a Camorra, organização criminosa italiana aliada à mafia siciliana. "Um excelente resultado que mais uma vez demonstra a capacidade de nossas forças policiais no combate ao crime", disse a ministra do Interior da Itália, Luciana Lamorgese, 67, sobre a prisão do criminoso.

O criminoso, que pertence ao clã Amato-Pagana, iniciou sua trajetória nos anos 1990 em Amsterdã, primeiro administrando uma loja de venda e consumo de maconha. Lá, forjou alianças com traficantes holandeses, segundo o jornal La Repubblica. Depois, por anos se dedicou a erguer "uma impressionante rede de traficantes, particularmente de cocaína".

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