Imposto de Renda: contribuintes que caíram na malha fina recebem restituições

Restituição - Receita Federal
Receita paga R$ 282 milhões a mais de 240 mil pessoas que caíram na malha fina do IR

(Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

  • Receita Federal paga hoje restituições do Imposto de Renda de Pessoas Físicas

  • Quantias são destinadas aos contribuintes que caíram na malha fina

  • Para saber se você recebe, é necessário acessar a página da Receita Federal

A Receita Federal paga, nesta segunda-feira (31), R$ 281,9 milhões em restituições do Imposto de Renda de Pessoa Física 2021, referentes ao ano de 2020 e aos anteriores. As quantias são distribuídas aos contribuintes que caíram na malha fina do IR, mas regularizaram suas situações.

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Estima-se que mais de 240.744 pessoas tenham acesso aos valores. Para saber se você é um deles, acesse a página da Receita Federal ou o aplicativo para tablets e celulares.

Como saber se a declaração caiu na malha fina

Quando inconsistências são encontradas no Imposto de Renda do indivíduo, ele cai na malha fina. Para regularizar a situação, basta enviar uma declaração retificadora. Assim que a situação é resolvida, o contribuinte sai da malha fina e, caso tenha direito, recebe as restituições nos lotes residuais do Imposto de Renda.

Para saber se a declaração está na malha fina, é necessário seguir os passos:

  1. Acesse o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal (e-CAC);

  2. Informe seu CPF e senha de acesso. Caso não possua o código, é possível gerar um clicando na opção “Primeiro acesso”. Também é possível utilizar o login do GovBR;

  3. Na tela inicial do e-CAC, clique em “Meu Imposto de Renda (Extrato da DIRPF);

  4. Na aba “Processamento”, selecione a opção “Extrato do Processamento”;

  5. Escolha o ano que deseja conferir

Principais motivos para cair na malha fina do IR

A Receita informou, em setembro do ano passado, que quase 870 mil pessoas apresentaram inconsistências nas declarações. Dentre elas, estão:

  • 41,4%: omissão de rendimentos sujeitos ao ajuste anual (de titulares e dependentes declarados)

  • 30,9%: deduções da base de cálculo (despesas médicas são o principal motivo)

  • 20%: divergências no valor do imposto retido na fonte entre o que consta na declaração enviada pela fonte pagadora (Dirf) e o que foi declarado pela pessoa física

  • 7,7%: deduções do imposto devido, recebimento de rendimentos acumulados (como atrasados do INSS, por exemplo), e divergência de informação sobre pagamento de Carnê-leão e/ ou imposto complementar.