Imprensa francesa espera anúncios e "acertos de contas" de Macron neste 14 de Julho

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AFP - LUDOVIC MARIN
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Neste 14 de Julho, Festa Nacional da França, os principais jornais franceses tratam dos desafios do presidente Emmanuel Macron. O chefe de Estado concede uma entrevista, nesta tarde, em que deve detalhar seu plano para os próximos cinco anos de governo.

O assunto está na capa do jornal Le Figaro, que traz como manchete: "Neste 14 de julho, Macron precisa sanar dúvidas". O diário trata do momento instável que vive o presidente, após o fracasso nas eleições legislativas, as críticas da oposição sobre a permanência da primeira-ministra Elisabeth Borne no poder, além das tensões e dificuldades na Assembleia, depois de seu partido ter perdido a maioria absoluta.

Le Figaro destaca que "para tentar se explicar", Macron concede uma entrevista na tarde desta quinta-feira a duas jornalistas no Palácio do Eliseu, sede da presidência da França. Uma tradição para vários chefes de Estado do país, à qual Macron renunciou várias vezes durante o seu primeiro mandato: essa será a segunda vez que o presidente francês aceitará realizar esse exercício, que no passado foi classificado por ele como algo "antiquado", afirma Le Figaro.

O 14 de Julho também está na capa do jornal Le Parisien que, além do desfile na avenida Champs-Elysées, também destaca os desafios do novo governo Macron neste início de segundo mandato. O diário espera que a entrevista que o presidente concederá nesta tarde traga anúncios e até acertos de contas.

Em editorial, Le Parisien afirma que Macron tem hoje uma meta importante de retomar o controle do país. Afinal, diante de um contexto de guerra, das dificuldades para ajudar a Ucrânia, de dialogar com o presidente russo, Vladimir Putin, do aumento da inflação e do temor de uma futura escassez de energia, nem a campanha da eleição presidencial, nem a das legislativas permitiram ao presidente definir a linha deste novo governo, ressalta o diário.

Primeira derrota na Assembleia Nacional

O jornal Libération não poupa críticas a essas primeiras semanas do segundo mandato de Macron. O diário classifica como "um fiasco" a primeira derrota do governo na Assembleia Nacional. Na noite de terça-feira (12), a oposição rejeitou um projeto de lei proposto pelos deputados governistas para o restabelecimento do passaporte sanitário nas fronteiras da França.

Para Libé, a decisão da oposição de impedir que o projeto fosse adiante tem ares de vingança e é o presságio dos próximos cinco anos de governo. Por isso, os deputados do partido de Macron precisam deixar de lado a ideia da dinâmica da maioria absoluta que tiveram nos último cinco anos e aprender a negociar. Esse primeiro teste preocupa em um momento em que a Assembleia se prepara para começar a debater um assunto chave para os franceses: o poder aquisitivo, no qual o presidente francês focou suas promessas de campanha e que corre o risco de ser boicotado por seus rivais, conclui Libé.

Macron é o primeiro presidente a voar num avião da Patrulha da França

Como parte da preparação para o grande desfile militar deste 14 de julho, o presidente francês, Emmanuel Macron, embarcou em um Alpha Jet da Patrulha da França. "Eu pude testemunhar: nossos militares estão prontos e estaremos lá para falar do nosso orgulho", escreveu o chefe de Estado, em uma publicação do Twitter em que mostra parte do sobrevoo, ocorrido na sexta-feira (8). Macron decolou da base aérea de Villacoublay, em Yvelines, nos arredores da capital.

"Que honra ter recebido o apoio do presidente da República pouco antes da festa nacional. A sua confiança nos ajudará a cumprir nossa missão", escreveu a Aeronáutica também no Twitter, com uma foto da visita presidencial.

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