Impulsionado pelo combate à pandemia, Covas é visto como mais preparado, diz Datafolha

IGOR GIELOW
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O eleitor paulistano vê o prefeito da cidade, Bruno Covas (PSDB), como o candidato na eleição do dia 15 mais preparado para o cargo. Sua avaliação é especialmente impulsionada pela impressão de que ele é que melhor lida com questões de saúde e da pandemia da Covid-19, que lhe dão índices de aprovação bem superiores à sua intenção de voto. O dado está em pesquisa do Datafolha, feita em a pedido da Folha de S.Paulo e da Rede Globo, registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número SP-06709. Ela foi feita nos dias 3 e 4, ouviu 1.260 pessoas e tem margem de erro de três pontos para mais ou menos. O nível de confiança utilizado foi de 95%. O tucano é visto como o mais preparado, no geral, por 34% dos eleitores. Ele lidera a corrida com 28%, ante um bloco de segundos colocados: Celso Russomano (Republicanos, 16%), Guilherme Boulos (PSOL, 14%) e Márcio França (PSB, 13%). O empate se repete no quesito preparo. O candidato do Republicanos é visto como adequado para o cargo por 14%, o do PSB, por 14% e o do PSOL, por 12%. Para 12%, ninguém é preparado. Veem Covas como mais preparado em questões de saúde 37%, índice que sobe a 42% quando é questionado sua capacitação para lidar com o novo coronavírus. Comparações de índices semelhantes às intenções de voto ocorrem quando é questionada a impressão sobre a competência dos candidatos em relação à sua capacidade como realizador e na educação. Quando o tema é transporte, empata com os segundos colocados o candidato do PT, Jilmar Tatto, que se vende na propaganda eleitoral como especialista na área --ele tem 12% de imagem positiva, ante 6% de intenções de voto. A imagem dos candidatos vai mal quando o tema é a honestidade. Para 24% dos paulistanos, ninguém no páreo é honesto. Acham o prefeito Covas o mais honesto 21%. Ao mesmo tempo, ter ficha limpa é o principal fator para a escolha de um candidato, na opinião de 92% dos ouvidos. A experiência administrativa vem a seguir, sendo vital para 83%. Já a escolha do vice na chapa é algo muito importante para 72%, ainda que 82% dos paulistanos não saibam nominar quem está ao lado de seu candidato neste pleito. Até aqui, nesta campanha, o vice de Covas, Ricardo Nunes (MDB), tem sido mais escrutinado. Outra questão sensível para o tucano, a saúde pessoal, não interessa tanto ao eleitorado: 39% dizem ser muito importante. Covas se trata de um câncer nos sistemas digestivo e linfático. Entre os seus apoiadores, o índice cai a 33%. Para o paulistano, é pouco importante se o candidato é rico ou pobre. Já 29% acham que defenderá os mais abastados Russomano, com 24% tendo essa impressão do tucano. Será mais defensor dos pobre Boulos, para 21%, Covas (19%), França (18%) e o deputado do Republicanos (17%). Russomanno, candidato de Jair Bolsonaro no pleito paulistano, é visto de longe como aquele que mais faz promessas que não são factíveis: 31% dizem isso dele, ante 14% do tucano. Também a pedido da Folha de S.Paulo e da TV Globo, o Datafolha aferiu a imagem de candidatos em outras três capitais no mesmo período e com a margem de erro e nível de confiança semelhantes. No Rio de Janeiro, onde foram entrevistadas 1.064 pessoas na pesquisa de número RJ-02176, o líder da pesquisa, Eduardo Paes (DEM, 31%), é visto como o mais preparado por 41%. Em todos os itens pesquisados o ex-prefeito tem melhor avaliação, com destaque à fama de realizador: 47% o consideram mais capacitado nisso. O atual prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), fica em segundo como o mais preparado, com 15%, enquanto Martha Rocha (PDT) é vista assim por 10%. Eles estão empatados em segundo lugar (15% e 13% de intenções de voto, respectivamente). Como em São Paulo, a honestidade não é o forte da imagem dos postulantes. Acham que ninguém é honesto 35% dos cariocas, enquanto Paes e Crivella empatam (16% e 14%, respectivamente) como os mais bem colocados no quesito. Também como na capital paulista, não estar envolvido em corrupção (88%) e ter experiência administrativa (87%) são qualidades apreciadas pela maioria. Já em Belo Horizonte, onde o prefeito Alexandre Kalil (PSD) caminha para a reeleição com 65% das intenções de voto, o Datafolha o apontou como líder em todos os itens. A impressão de que ele é o mais capaz para o cargo é expressa por 67% dos 868 eleitores ouvidos na pesquisa MG-02074, que tem a mesma margem de erro e período de execução das outras. Como nas intenções de voto, João Vitor Xavier (Cidadania) segue em segundo em termos de imagem. Kalil é visto como o mais honesto por 47%, enquanto apenas 20% dos moradores acham que ninguém se qualifica no item, que é também o mais importante para escolher um candidato (91%). No Recife, o Datafolha ouviu 924 pessoas no levantamento PE-0862. Ali, o padrão nacional se repete, com ser ficha limpa (89%) e experiente (84%) como fatores principais para a escolha dos candidatos. O líder na pesquisa, João Campos (PSB), repete seus 31% de intenções de voto na imagem como mais preparado. O empate técnico do segundo lugar também emula a intenção de voto no empate entre Marília Arraes (PT) e Mendonça Filho (DEM). Vice-prefeito A maioria dos entrevistados nas quatro cidades não soube dizer o nome do vice do candidato em que pretende votar, Em São Paulo, a mais conhecida é Luiz Erundina, conhecida por 12% dos que pretendem votar em Boulos. No Rio, Nilton Caldeira e Enfermeira Rejane são conhecidos por 1% dos que declararam voto em Paes e em Benedita da Silva (PT), respectivamente. No Recife, Priscilla Krause é lembrada por 7% dos que votarão em Mendonça Filho, enquanto em Belo Horizonte Fuad Jorge Noman Filho é conhecido por 4% dos eleitores do prefeito Kalil.