Príncipe William revela que continua abalado 20 anos depois da morte da mãe

Londres, 19 abr (EFE).- O príncipe William, duque de Cambridge e segundo na linha sucessória à coroa britânica, revelou o sentimento que ainda o acompanha pela morte de sua mãe, a princesa Diana, em um documentário da rede "BBC".

Em uma conversa com competidores da Maratona de Londres, que acontecerá no próximo domingo, ele aconselhou uma mãe que recentemente perdeu o filho de um ano e o marido o como ela podia consolar seus outros dois filhos. O príncipe garantiu que os filhos da moça encontrarão nela "o manto de estabilidade e compreensão que necessitam", após admitir que a morte de sua própria mãe, em 1997, fez com que ele tentasse entender a questão da saúde mental.

"As pessoas dizem que o choque não pode durar tanto, mas dura. Nunca passa. É um momento tão incrivelmente grande na vida, que nunca te abandona. Você simplesmente aprende a lidar com isso", confessou o duque.

O documentário será exibido amanhã, mas alguns trechos foram adiantados hoje pela imprensa britânica. A "BBC" acompanhou maratonistas que foram treinados para competir e fazer frente a seus problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático.

As declarações de William se somam às publicadas ontem pela revista da organização beneficente CALM, que promove a saúde mental, defendendo a importância de que seus filhos expressem as emoções em vez de escondê-las.

O príncipe Harry, irmão de William, também abriu o coração recentemente em uma entrevista ao jornal britânico "The Telegraph" e contou que procurou acompanhamento psicológico quando sua vida entrou em um período de "caos completo" por não ter conseguido enfrentar o falecimento da mãe.

Em 31 de agosto, a morte de Diana vai completar 20 anos. Ela tinha 36 anos quando sofreu um acidente de carro em Paris. À época, Harry tinha 12 anos e William estava com 15. EFE