Inadimplência bate recorde e afeta 66 milhões de brasileiros

Economista diz que aumento de dívidas já era esperado (Getty Images)
Economista diz que aumento de dívidas já era esperado

(Getty Images)

  • Inadimplência bate recorde no Brasil em abril e atinge maior número desde 2016;

  • Ao todo, 66.132.670 milhões de pessoas estão com o nome no vermelho;

  • Setor cujas dívidas mais cresceram é o de financeiras.

A inadimplência bateu um novo recorde no Brasil. Em abril, mais de 66 milhões de brasileiros (em um total de 66.132.670) estavam com dívidas, o maior número desde 2016, quando foi iniciada a série histórica da Serasa Experian.

Só neste ano, mais de 2 milhões de pessoas se juntaram às estatísticas, resultando em R$ 271,6 bilhões em débitos. Segundo Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, esse aumento já era esperado, mas há algumas atitudes que podem ajudar o consumidor que está com o nome no vermelho.

“Sabemos que a instabilidade econômica do país vem afetando grande parte da população. No entanto, algumas ferramentas como o saque extraordinário do FGTS e a antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados podem e devem ser utilizadas para reorganizar as finanças pessoais, amenizar dívidas e tentar tirar o nome do vermelho”, afirmou em nota.

A maior parte dos inadimplentes tem de 26 a 60 anos de idade (35,2%), seguidos por 41 a 60 anos (34,8%). Os segmentos de Bancos e Cartões possui 28,1% dos débitos, ao passo que contas básicas – como água, luz e gás – representam 22,9%.

Com relação a abril de 2021, este ano registrou o maior aumento de dívidas no setor de Financeiras. O percentual foi de 9,6% para 12,4%. Segundo Rabi, tais empresas costumam “oferecer crédito para perfis de risco, como os de consumidores inadimplentes. Por isso, quanto mais instável ficar o cenário econômico, mais a inadimplência desse setor tende a crescer”.

Com informações do g1

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