Incêndio atinge galpão da Cinemateca Brasileira, em São Paulo

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Um incêndio atingiu um galpão da Cinemateca Brasileira na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo, no começo da noite desta quinta-feira. De acordo com o Corpo de Bombeiros, não há vítimas até o momento. Em abril, os funcionários divulgaram um manifesto em que alertavam sobre os riscos de o edifício pegar fogo.

"A possibilidade de autocombustão das películas em nitrato de celulose, e o consequente risco de incêndio frequentemente recebem mais atenção da mídia e do público. A instituição enfrentou quatro incêndios em seus 74 anos, sendo o último em 2016, com a destruição de cerca de 500 obras. O risco de um novo incêndio é real. O acompanhamento técnico contínuo é a principal forma de prevenção. A situação do acervo em acetato de celulose também é crítica", diz um trecho.

Os bombeiros foram acionados às 18h04 do fogo e foram até o local com 11 viaturas, que agora atuam no combate às chamas.

Parte do acervo da Cinemateca Brasileira está guardado no galpão que foi atingido pelo fogo. De acordo com o manifesto dos trabalhadores, o conjunto está estimado em torno de 240 mil rolos, e corresponde à maior parte do acervo audiovisual do lugar.

"Tal acervo demanda temperatura e umidade constantes e, na falta de tais condições, sofre aceleração drástica de seu processo de deterioração. O acompanhamento técnico e as demais ações de preservação, inclusive processamento em laboratório, também são vitais", disseram.

A Cinemateca Brasileira já enfrentou quatro incêndios. O mais recente, em fevereiro de 2016, destruiu definitivamente 270 títulos e outras 461 obras que tinham cópia de segurança.

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