Incêndio em prédio na região da 25 de março começou após explosão, diz polícia

SÃO PAULO, SP, 11.07.2022 - Fumaça de incêndio na região da 25 de Março vista na avenida Ipiranga, na República. (Foto: Cristina Camargo/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 11.07.2022 - Fumaça de incêndio na região da 25 de Março vista na avenida Ipiranga, na República. (Foto: Cristina Camargo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O incêndio em um prédio na região da rua 25 de março, no centro de São Paulo, começou após uma explosão na altura do terceiro andar, declarou a Polícia Civil nesta segunda-feira (11).

O fogo teve início por volta das 21h deste domingo (10) e atingiu ao menos três imóveis na rua Barão de Duprat, via paralela à rua 25 de Março. Um deles é um edifício de dez andares e outros dois, um residencial e uma igreja.

Uma testemunha, que mora perto do local, disse a investigadores que ouviu uma explosão e, quando olhou pela janela, viu a fumaça saindo pelas janelas.

De acordo com Roberto Monteiro, delegado da 1ª Delegacia Seccional do Centro, quando bombeiros tentavam chegar ao interior do prédio com oxigênio, teria ocorrido uma nova explosão, ferindo dois integrantes da corporação. Um deles teve mais de 30% do corpo queimado.

O porta-voz do Corpo de Bombeiros, André Elias, afirma que ainda não é possível dizer em que andar o incêndio começou. "Trabalhamos com a hipótese de que foi nos andares inferiores, mas todos os andares foram atingidos."

O teto e a estrutura interna de um dos estabelecimentos comerciais atingidos, a loja Matsumoto, que fica na rua Barão de Duprat, desabaram. O teto da Paróquia Ortodoxa Antioquina da Anunciação a Nossa Senhora também caiu e apenas parte do altar resistiu à destruição.

Os bombeiros descartam o risco de desabamento dos outros prédios atingidos pelas chamas e afirmam que o fogo está controlado. A expectativa, segundo o porta-voz da corporação, André Elias, é que os trabalhos se estendam até esta terça-feira (12).

"Não há mais risco de propagação do fogo para outros edifícios ou lojas", diz.

Rogério Lin, superintendente da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), diz que todo prédio que passa por um incêndio corre risco de desabar. Ele explica que, neste caso, com as chamas contidas e a maior intensidade do incêndio já tendo passado, a chance de colapso da estrutura é menor, mas não chega a zero.

Após a extinção do incêndio e a conclusão do trabalho dos bombeiros, Lin afirma que será necessária uma avaliação da estrutura pela Defesa Civil para saber se é possível salvar o prédio e reformá-lo, ou se o edifício está condenado.

Se condenado, o edifício pode ser "desconstruído" andar por andar, do mais alto ao mais baixo, devido a sua proximidade com outros prédios e construções.

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