Incêndio florestal força retirada de milhares de pessoas na Califórnia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em meio a uma onda de calor extremo, um incêndio florestal de grandes proporções destruiu casas e forçou a retirada de milhares de pessoas na região do Parque Yosemite, na Califórnia, nos Estados Unidos. As chamas não tinham sido controladas até a noite deste domingo (24).

O incêndio, considerado um dos maiores do ano nos EUA, começou na sexta-feira (22) e se espalhou rapidamente, destruindo ao menos 6.300 hectares. Mais de 2.000 bombeiros combatem às chamas, e 17 helicópteros são usados na operação, segundo o Serviço de Proteção Florestal da Califórnia.

Autoridades afirmam que o fogo avança sem controle porque o calor e a baixa umidade dificultam os trabalhos dos bombeiros. O incêndio, descrito como "explosivo", deixou casas e veículos destruídos e forçou a retirada de ao menos 6.000 pessoas da região.

Os bombeiros tiveram maior êxito ao conter o fogo no lado oeste do incêndio, mas as chamas avançam a leste em direção à região de Mariposa Pines, disse Justin Macomb, chefe do Serviço de Proteção Florestal da Califórnia. "O fogo nos flanqueou rapidamente. Não conseguimos nem atacá-lo com os recursos que tínhamos em mãos", afirmou. "Na minha carreira, eu não vi um comportamento de fogo como esse."

O governador do estado, Gavin Newsom, declarou estado de emergência no condado de Mariposa devido a "condições extremamente perigosas para a segurança de pessoas e propriedades".

O Parque Nacional de Yosemite, a cerca de uma hora de carro do condado de Mariposa, abriga algumas das maiores e mais antigas sequoias do mundo. As árvores foram ameaçadas por outro incêndio florestal no início deste mês, mas os bombeiros conseguiram salvá-las.

Ao mesmo tempo, milhões de americanos enfrentam forte calor. Washington teve neste domingo a temperatura máxima de 37 ºC --no sábado (23), os termômetros marcaram 38ºC. Nova York registrou 36ºC. Temperaturas acima de 37ºC também podem ser atingidas nos próximos dias em partes do leste do Kansas e Oklahoma, segundo o Serviço Nacional de Meteorologia (NWS, na sigla em inglês).

"O calor persistente no centro-sul dos EUA durará mais alguns dias, e uma onda de calor perigosa se acumulará no noroeste do país nesta semana", anunciou NWS em comunicado.

"A mãe natureza já declarou uma emergência global", afirmou o ex-vice-presidente Al Gore, ativista contra a crise climática, ao canal americano ABC News. Ele disse ainda que a crise demanda mais ação política. Na semana passada, o presidente dos EUA, Joe Biden, repetiu a promessa de fazer de tudo para combater a emergência climática. O anúncio oficial do presidente, porém, foi de apenas medidas pontuais, não uma declaração de emergência nacional sobre o tema, como se especulava.

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