Incêndio na 25 de Março: dificuldade de acesso aos andares mais altos de prédio impede que fogo seja totalmente encerrado

O incêndio que consome um edifício de 10 andares entre as ruas Comendador Abdo Schahin e Barão de Duprat, na região da Rua 25 de Março, já dura cerca de 40 horas. Isso porque, ainda nesta terça-feira, os bombeiros dedicados a debelar as chamas têm dificuldade em ultrapassar a faixa que se estende do quinto andar até o topo da construção, onde estão concentrados pequenos focos das chamas. Não há, contudo, chance de que o fogo ganhe novamente potência suficiente para se alastrar no entorno.

O coordenador da Defesa Civil do estado de São Paulo, coronel Henguel Ricardo Pereira, afirmou que há fragilidade da estrutura do prédio, depois de tantas horas de chamas, mas que não é observado um risco iminente de colapso. Em fotos publicadas nas redes sociais, feitas com drones, é possível ver que o teto de pelo menos três pontos de venda foram totalmente destruídos.

A representante da União dos lojistas da 25 de Março e adjacências (Univinco) Claudia Urias diz que boa parte dos comércios já retomaram atividades nesta terça-feira, com exceção dos pontos que são vizinhos ao galpão que pegou fogo.

— As lojas começaram a reabrir, mas tenho a impressão que há mais curiosos do que clientes pelas ruas — afirma Claudia.

Uma das lojas mais afetadas pelo fogo é a Matsumoto, dedicada a artigos para festas. Em imagens iniciais, publicadas na internet, é possível ver que todo o complexo da loja foi destruído pelas chamas. Procurados, os lojistas não quiseram comentar o caso neste momento. A marca, porém, postou em suas redes que segue atendendo a clientela vias canais digitais e em outros pontos de venda no Pari e na Mooca.

De acordo com a Defesa Civil, é esperado que — assim que as chamas sejam apagadas — a prefeitura faça uma vistoria nos imóveis do local.

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