Incêndio na 25 de março: Entenda como chamas se espalharam em prédio do centro de São Paulo

O incêndio de grandes proporções que atingiu um prédio da 25 de março, em São Paulo, ainda não chegou ao fim. No início desta tarde, os 55 bombeiros que trabalhavam na área tiveram de deixar o local pelo temor de que um desabamento possa acontecer. Profissionais dos bombeiros e da Defesa Civil relataram terem escutado ruídos e estalos dentro da estrutura do prédio.

25 de Março: bombeiros deixam prédio por risco de desabamento

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Veja abaixo um infográfico que explica como fogo se alastrou na estrutura:

As chamas não se restringiram ao prédio. Imóveis laterais, como é o caso de um segundo galpão onde mercadorias foram depositadas, também sofreram grandes danos pelas chamas. Outro endereço destruído pelo incêndio, mas ainda sem indicativos do volume do fogo, foi a primeira Igreja Ortodoxa do país, fundada em 1904, em uma travessa lateral à 25 de Março. De acordo com o padre Gregório Teodoro, a frente do centro religioso, cerca de 80% da estrutura foi danificada.

Ao GLOBO, o Major Marcos Palumbo afirmou que todos os profissionais dentro do prédio foram orientados a deixar as instalações. As viaturas próximas também foram afastadas

— Não saímos do local, saímos do prédio. Ouviram barulhos e estalos. É muito tempo de incêndio, isso influencia na estrutura de aço e dilata o cimento. Ouvir estalos é um fator a mais, um problema maior. Tiraram as equipes e agora vamos desenvolver outras estratégias para chegar à edificação — afirmou Palumbo.

O desabamento, explicou o Major, está ligado ao volume de calor que as estruturas do prédio foram expostas. Ouvir ruídos de partes desmanchando, portanto, é um importante indicativo de que há perigo de se manter próximo a essas estruturas. Ainda não há previsão para que os bombeiros voltem a ocupar a edificação.

O fogo que consome o prédio de 10 andares dura mais de 40 horas. Um dos problemas enfrentados pelas equipes do Corpo de Bombeiros é ultrapassar uma faixa entre o quinto andar e o topo da construção, onde se espalham pequenos focos de chamas.

A líder dos lojistas locais, Claudia Urias, começou a avisar aos comerciantes que deixem a área. Inclusive, tentando convencer os mais insistentes de que há risco de desabamento no local.

De acordo com informações encaminhadas pelo coordenador da defesa civil do estado, "as lojas da Rua 25 de Março próximo ao incêndio, da Rua Basílio Jafet e dois quarteirões da Rua Abdo Schain foram isolados e os imóveis novamente fechados".

A Rua 25 de Março, na região central da cidade de São Paulo, é um dos maiores destinos de compras populares na capital. Por lá, há uma variedade grande de lojas que oferecem tecidos, artigos para costura, maquiagens, bijuterias, brinquedos e toda sorte de produtos de armarinhos. O local fica próximo ao Mercado Municipal de São Paulo, outro ponto turístico paulistano.

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