Incêndio na 25 de Março: bombeiros interrompem trabalho por risco de desabamento

Incêndio na região da 25 de Março começou em prédio de dez andares. (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
Incêndio na região da 25 de Março começou em prédio de dez andares. (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
  • Nova avaliação vê risco de desabamento em prédio

  • CET bloqueou seis pontos de vias na região da 25 de Março

  • Incêndio atingiu também outros dois imóveis e uma igreja

Depois de mais de 40 horas de trabalho, o Corpo de Bombeiros precisou interromper o combate ao incêndio na região da Rua 25 de Março, no Centro de São Paulo, por haver risco de desabamento, segundo uma nova avaliação. O fogo, que atinge um prédio de dez andares, ainda não foi apagado.

O fogo começou por volta das 21h de domingo (10). O Corpo de Bombeiros enviou 30 viaturas e aproximadamente 85 homens para atender a ocorrência. No prédio, funcionam lojas e locais de armazenamentos de mercadorias. As chamas se alastraram para outros três imóveis, incluindo uma igreja.

Na manhã desta terça-feira (12), as ruas ao redor chegaram a ser liberadas para o comércio, mas foram interditadas novamente. O acesso ao metrô localizado na Ladeira Porto Geral, da estação São Bento da Linha 1-Azul, segue fechado.

Dois bombeiros que atuavam no combate às chamas ficaram feridos. Eles tiveram queimaduras de 2º grau e foram encaminhados para o pronto-socorro do Tatuapé com mais de 15% do corpo queimado.

Os bombeiros pedem para que as pessoas evitem a região e que comerciantes mantenham os comércios fechados.

"Estamos reposicionando as viaturas do Corpo de Bombeiros, mudando o ponto de comando e também fazendo a interdição da Rua 25 de Março, Rua Comendador Abdo Schahin e passando por uma nova avaliação e existe o risco do colapso da edificação, portanto, as operações serão interrompidas agora para uma nova estratégia", afirmou o porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitão André Elias.

Bloqueio de vias

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) bloqueou ruas ao redor dos edifícios e desviou linhas de ônibus. São seis pontos de bloqueio:

  • Rua Comendador Afonso Kherlakian x Rua Comendador Abdo Schain

  • Rua Niazi Chohfi x R Vinte e Cinco de Março

  • R. da Cantareira X Av. Mercúrio

  • Av. Prestes Maia X R. Carlos Souza de Nazaré

  • Ladeira Porto Geral X R. Boa Vista

  • R. Florência de Abreu X R. Da Constituição

Edifício não tinha vistoria e igreja foi atingida

O edifício onde começou o incêndio não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), que avalia se o imóvel está de acordo com as normas de segurança para prevenção e combate a incêndios. O AVCB é um documento obrigatório.

As chamas começaram na área térrea do prédio de dez andares e se alastraram para outros três imóveis: uma loja, que ficou completamente destruída, um prédio de seis andares e uma igreja. Os imóveis estavam vazios quando o incêndio começou.

Um padre da comunidade Ortodoxa Antioquina de São Paulo, que administra a igreja, afirmou que mais de 80% do imóvel foi destruído no incêndio, segundo o portal G1.

“Ficamos muito tristes. Temos informações de que o fogo atingiu a igreja, mas ainda não sabemos os danos. É a primeira igreja ortodoxa fundada no Brasil, em 1904. Os arquivos dela são grandes e tem informações da religião e história do nosso povo. É um patrimônio histórico da colônia síria no Brasil”, disse.

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado a princípio como incêndio e furto. No entanto, os bombeiros ainda não puderam determinar o que iniciou as chamas.

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