Indígenas convidam Lula e Macron para fórum da COP27

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Lideranças indígenas de diversos países querem contar com a presença do presidente da França, Emmanuel Macron, e do presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seu principal fórum na COP27, a conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas.

O convite foi feito por carta, assinada por Hindou Oumarou Ibrahim —liderança do povo Mbororo, que vive no Chade, na África.

Nesta sexta-feira (4), a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, confirmou que Lula chegará à COP no dia 14 —o evento deste ano acontece no Egito e o presidente eleito foi convidado a participar tanto pelo presidente do país-sede, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi, quanto pelo governador do Pará, Helder Barbalho (MDB).

Segundo pessoas que atuam na articulação do fórum indígena, até agora não houve sinalização clara se Lula comparecerá ao evento. Já por parte de Macron, de acordo com esses interlocutores, houve sinalização positiva.

Os dois, no entanto, não devem aparecer ao mesmo tempo no fórum, já que o o petista estará no Egito na segunda semana do evento e o francês, na primeira.

A carta enviada ao petista também foi direcionada ao seu instituto e à ex-ministra Marina Silva (Rede). O documento diz que, no encontro, eles pretendem discutir "ações concretas para o futuro".

"Os povos indígenas protegem 80% da biodiversidade do planeta e 37% de toda a terra considerada de alta importância para a biodiversidade e o armazenamento de carbono", diz o documento, que ainda considera a vitória nas eleições uma "esperança necessária" para a Amazônia.

Lula também deverá fazer um pronunciamento em evento promovido pela ONU durante a COP27. Os detalhes estão sendo negociados pela equipe do petista com a assessoria do português Antônio Guterres, secretário-geral da ONU, entidade que promove o evento.

Com isso, Lula deverá ter palco comparável ao de um chefe de Estado, embora ainda não tenha sido empossado.

"É uma oportunidade de o presidente fazer uma sinalização para o futuro, demonstrando aquilo que o novo governo pensa e os compromissos que terá. Certamente isso eleva o protagonismo do Brasil no momento em que o mundo aguarda ansiosamente a colaboração do país para essa pauta", diz Barbalho.