Indígenas do Equador bloqueiam estradas em protesto contra o governo Guilhermo Lasso

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O principal movimento indígena do Equador, a Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie), iniciou um ciclo de protestos contra o governo do presidente conservador Guillermo Lasso nesta segunda-feira, bloqueando estradas em várias províncias para exigir uma redução nos preços dos combustíveis, informaram as autoridades locais.

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As manifestações começaram por volta da meia-noite (2h no horário de Brasília), disse à imprensa o ministro da Defesa Luis Lara, acrescentando que "há interdições de estradas em algumas partes do país".

Convocados pela Conaie, os indígenas bloquearam estradas com pneus em chamas e barricadas erguidas com terra, pedras e árvores em pelo menos sete das 24 províncias equatorianas, incluindo a Andina Pichincha — cuja capital é Quito —, de acordo com o serviço estatal ECU911.

— É nossa manifestação contundente até que o governo ouça — disse à AFP Manuel Cocha, da organização de indígenas e camponeses da população andina de Poaló, ao Sul de Quito.

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Cocha, de 42 anos, que protestava juntamente com dezenas de pessoas na rota Pan-Americana Sul, acrescentou que "vimos que as políticas do governo de Guillermo Lasso nos afetaram mais uma vez" ao desencadear um aumento nos preços dos alimentos nos últimos meses.

Os acessos à capital equatoriana estavam bloqueados por manifestantes, segundo o comandante da polícia general Fausto Salinas, que fez um apelo à paz.

— Não podemos parar o país — disse à imprensa.

Lasso, que assumiu o cargo há um ano, alertou na noite de domingo que não permitirá o bloqueio de estradas ou a tomada de poços de petróleo durante os protestos. "Não podemos permitir que grupos políticos que buscam desestabilizar voltem a paralisar o país", disse o presidente em um vídeo publicado no Twitter.

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Reivindicações

A Conaie protesta contra a alta dos preços dos combustíveis, a falta de emprego e o controle de preços de produtos agrícolas, além da entrega de licenças de mineração em territórios nativos.

Desde 2020, os preços dos combustíveis foram revisados mensalmente, de modo que o galão americano de diesel (cerca de 3,78 litros) quase dobrou de US$ 1,00 para US$1,90, e o valor da gasolina comum subiu 46%, de US$ 1,75 para US$ 2,55.

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Lasso congelou os preços para tentar neutralizar as reivindicações indígenas. As exigências da Conaie são a redução para US$ 1,50 para o diesel e da gasolina para US$ 2,10.

O Equador, país de 17,7 milhões de habitantes, conta com mais de um milhão de indígenas. Essa organização participou de revoltas que derrubaram três presidentes entre 1997 e 2005.

O ministro do Interior, Patricio Carrillo, apontou que policiais e militares foram mobilizados para "garantir a ordem pública".

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Ele ressaltou que "não houve confrontos" entre manifestantes e soldados durante as primeiras horas do protesto, que serão "indefinidos", segundo Leonidas Iza, presidente da Conaie.

A Conaie liderou manifestações violentas em 2019 que deixaram 11 mortos, o que forçou o então presidente Lenín Moreno a desistir de um plano para eliminar os subsídios milionários aos combustíveis.

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