Indígenas do Equador suspendem protestos contra alta de combustíveis e avaliam diálogo com governo

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Protesto contra alta do combustível em Guayaquil, no Equador

QUITO (Reuters) - A maior organização indígena do Equador decidiu, nesta quinta-feira, suspender temporariamente os protestos contra a alta do preço de combustíveis, depois que o presidente conservador Guillermo Lasso convidou seus líderes para uma reunião dentro de duas semanas.

Os indígenas protestavam desde terça-feira, com o bloqueio de algumas estradas nas regiões andina e amazônica do país, contra a decisão de Lasso de aumentar o preço da gasolina.

Os manifestantes dizem que o aumento de preço dos combustíveis afeta injustamente a maioria da população, que passa por dificuldades por causa dos impactos da pandemia de coronavírus na economia familiar.

"Daqui vamos voltar à comunidade, mas mantemos e declaramos a mobilização permanente", disse Leonidas Iza, presidente da Organização de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), em um pronunciamento na província de Chimborazo, na região central do país.

Os dirigentes indígenas disseram que avaliaram o convite de Lasso para retomar um diálogo e decidirão em uma assembleia com as comunidades se comparecerão ou não à reunião.

"Essa aceitação não vai ser dos dirigentes, mas do povo", acrescentou Iza.

Lasso, um ex-banqueiro que assumiu o cargo em maio, tem sido pressionado pelos indígenas, sindicatos e outros para congelar a alta mensal nos preços dos combustíveis iniciada por seu antecessor, Lenín Moreno, no ano passado.

(Reportagem de Alexandra Valencia)

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