Indústrias de calçados e plásticos não vão assinar manifesto

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***ARQUIVO***SÃO PAULO: José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção. (Foto: Keiny Andrade/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO: José Carlos Martins, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção. (Foto: Keiny Andrade/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O manifesto pela harmonia entre os Poderes liderado pela Fiesp tem cerca de 200 assinaturas, segundo organizadores do movimento, mas algumas das grandes entidades industriais dizem que preferiram ficar de fora.

Depois que o texto desagradou o governo e virou polêmica na Febraban, quando Caixa e Banco do Brasil ameaçaram sair da federação se ela assinasse o manifesto, o assunto passou a ser tratado com cautela entre os representantes do setor privado.

José Carlos Martins, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), diz que não vai aderir. “Não vamos assinar porque achamos que não tem essa pertinência nesse momento. É muito óbvio que todos nós queremos paz, segurança. E é por isso que temos que reduzir a quantidade de gente falando”, diz Martins.

Ele afirma que a CBIC não quer se envolver politicamente.

Outra grande entidade, a CNI (Confederação Nacional da Indústria), também não assina, assim como a Abiplast (associação que reúne o setor de plásticos), a Abicalçados (fabricantes de sapatos) e a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro).

A CNA (da agricultura) não se manifesta, e a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) diz que ainda está avaliando.

Nesta semana, as centrais sindicais e os sindicatos dos trabalhadores, que também dizem ter sido procurados para assinar o manifesto da Fiesp, decidiram escrever um documento próprio porque consideraram o texto pouco assertivo.

Conforme antecipou o jornal Folha de S>Paulo na sexta (27), Skaf enviou mensagens para entidades e associações dizendo que "mais do que nunca, o momento exige aproximação e cooperação entre Legislativo, Executivo e Judiciário e ações para superar a pandemia e consolidar o crescimento econômico e a geração de empregos".

A avaliação dos sindicatos é a de que o posicionamento de Skaf distribui a culpa entre os Poderes, quando deveria fazer a crítica mais direta ao papel desagregador de Bolsonaro.

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