Indefinição do futuro de Pazuello gera disputa entre militares no governo

Jussara Soares
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BRASÍLIA — A indefinição sobre o futuro do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que atrasa a nomeação do novo chefe pasta, o cardiologista Marcelo Queiroga, é motivada por uma disputa interna entre militares no governo. O presidente Jair Bolsonaro quer dar ao general um cargo com o status de ministro, o que garantia a ele a manutenção do foro privilegiado para seguir respondendo no Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito que apura a responsabilidade dele na condução da pandemia.

A escolha de um novo posto para Pazuello, entretanto, gerou resistência no governo e até disputa entre auxiliares oriundos do Exército e da Marinha. Ministros-generais sugeriram que Pazuello, que também é general, assuma a Secretária Especial de Assuntos Estratégicos no lugar do almirante Flávio Rocha, que no dia 11 deste mês passou a acumular também o comando da Secretaria Especial de Comunicação (Secom). A ideia seria elevar a SAE a status de ministério. Rocha, porém, resiste a deixar o posto e seus aliados argumentam que Pazuello não teria perfil para o cargo.