Índia deve iniciar exportação de vacinas Oxford/AstraZeneca para vizinhos; Brasil segue sem data para receber doses

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Foto: Russell Cheyne/PA via AP
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A Índia começará a exportar vacinas contra a Covid-19 nesta quarta-feira (20), de acordo com fontes do governo. O país é um dos maiores produtores de produtos farmacêuticos do mundo e deve ajudar países de renda média e baixa a garantirem doses da vacina Oxford/AstraZeneca.

De acordo com informações da imprensa local, o primeiro lote de exportações deve ir para o vizinho Butão. Dois milhões de doses do imunizante da AstraZeneca/Oxford devem ser enviados a Bangladesh na quinta-feira (21).

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Dois milhões de doses é a exata quantidade que o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) tentou importar da Índia para iniciar a vacinação por aqui. Contudo, as negociações empreendidas pelo governo falharam até o momento e não há previsão da vinda dessas doses para o Brasil.

Nesta segunda-feira (18), pressionado pela demora na definição da vinda das doses da Índia, o ministro da Saúde culpou até o fuso horário como um dos obstáculos nas tratativas.

“Todos os dias nós temos tido reunião diplomática com a Índia. O fuso horário é muito complicado. Nós estamos recebendo a sinalização de que isso poderá ser resolvido nos próximos dias dessa semana”, disse Eduardo Pazuello durante coletiva no Palácio do Planalto.

Uma das vantagens da vacina Oxford/AstraZeneca é sua facilidade no armazenamento. O imunizante pode ser conversadora em temperatura fornecidas por geladeiras regulares, até por isso é alvo de nações mais pobres ao redor do globo. Vacinas da Pfizer e da Moderna, por exemplo, necessitam de uma refrigeração mais complexa.

A Índia já começou a imunizar sua população começando, assim como quase todo o planeta, com profissionais da saúde.