'Indicação do meu nome não é postura beligerante com PSB', diz senador petista sobre eleição em Pernambuco

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  • Humberto Costa
    Médico e político brasileiro

O senador Humberto Costa (PT-PE) reforçou, na tarde desta segunda-feira, que seu partido aprovou, “por sua esmagadora maioria”, a indicação do seu nome para disputar o governo de Pernambuco nas eleições deste ano. Segundo o congressista, a decisão tem o aval do PT nacional e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que é pré-candidato à Presidência. A decisão, no entanto, acirra as divergências para uma possível aliança petista com o PSB, que comanda o governo do estado há 16 anos e quer manter o cargo com um novo nome.

Em uma sequência de tuítes, Costa deixou claro que ele e seu partido seguem “empenhados em reforçar a aliança PT/PSB”. No entanto, reforçou que “o PT, pela sua história, pela sua relação com a Frente Popular, tem todo o direito de indicar um nome para a análise e contribuir com o bom debate”.

“O PT aprovou, por sua esmagadora maioria, a indicação do meu nome em dezembro. A indicação conta com o lastro do PT nacional e do próprio presidente Lula. Essa indicação não é uma posição beligerante. Pelo contrário, seguimos empenhados em reforçar a aliança PT/PSB. Mas nós entendemos que o PT, pela sua história, pela sua relação com a Frente Popular, tem todo o direito de indicar um nome para a análise e contribuir com o bom debate”, escreveu Costa, ao transcrever sua entrevista à Rádio Folha PE.

Ainda segundo o senador, o atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), já foi informado da decisão petista. O nome apoiado por uma possível aliança entre os dois partidos, de acordo com Costa, ainda será debatido. O parlamentar sugeriu, ainda, uma possível chapa com seu nome para o governo do estado e com Câmara candidato ao Senado.

“Conversei, na última sexta-feira, com o governador Paulo Câmara. Afirmei que o PT de Pernambuco entende que tem a legitimidade de apresentar à Frente Popular um nome e que vai tratar do tema com os demais partidos da Frente”, afirmou.

"Claro que a a decisão final será da Frente e da direção nacional do PT. Mas como não há um nome colocado do PSB porque o nosso não poder ser discutido? Porque não uma chapa encabeçada pelo PT com Paulo para o Senado?", completou Costa.

Em negociação para compor alianças nas eleições deste ano, ou até se unirem em uma federação partidária, petistas e socialistas ainda esbarram em discordâncias especialmente em cinco estados: SP, PE, RJ, RS e ES. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, tem afirmado que seu partido não vai abrir mão dessas candidaturas. Já Gleisi Hoffmann, presidente do PT, reconhece as dificuldades e diz que sua sigla está disposta a dialogar, mas entende que isso vai exigir ”paciência, dedicação e generosidade”.

Pernambuco, por exemplo, é considerado um estado-chave pelo PSB, no comando do governo local há 16 anos. Como já está em seu segundo mandato, Paulo Câmara não pode ser reeleito. Já em São Paulo, o impasse é entre o ex-governador Márcio França (PSB) e o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT).

Ambos estão bem cotados nas pesquisas mais recentes de intenção de voto e não têm a intenção de abandonar a disputa. A desistência de Haddad em favor de França, porém, tem sido colocada como condição do PSB para fechar uma aliança.

No Rio, Lula já sinalizou diversas vezes que pode apoiar a candidatura socialista, com o nome de Marcelo Freixo. Ainda assim, há dúvidas sobre um possível apoio do petista a outro candidato de centro-esquerda, como Felipe Santa Cruz, que deverá ter a preferência de Eduardo Paes, atual prefeito carioca; ou até a Rodrigo Neves, prefeito de Niterói e pré-candidato pelo PDT.

Já no Espírito Santo, o atual governador Renato Casagrande (PSB) deve tentar a reeleição, mas acumula atritos com o PT. Em entrevista ao GLOBO, ele chegou a dizer que é contra o PSB integrar uma federação com outras legendas de esquerda, como PT e PCdoB, para não atrapalhar a formação de lideranças e novos filiados.

Aprovada no ano passado, a federação permite que duas ou mais legendas se agrupem por quatro anos nas esferas municipal, estadual e federal. Na prática, as siglas atuam nesse período como se fossem um único partido.

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