Indicado para a Petrobras pretende ouvir Guedes e afirma que uma empresa tem que enxergar questões sociais, diz jornal

O Globo com informações do Valor
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RIO - O indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a Petrobras, o general da reserva Joaquim Silva e Luna, afirmou neste sábado, ao ser indagado sobre as queixas dos caminhoneiros sobre o diesel, que uma empresa tem que enxergar as questões sociais.

Em entrevista ao Valor, o diretor-geral de Itaipu Binacional, no entanto, que Bolsonaro tenha pedido mudanças nas políticas de preços da estatal e que, se for confirmado como novo presidente da Petrobras, pretende "ouvir muito o ministro da Economia, Paulo Guedes".

Luna e Silva disse ainda que o convite para presidir a estatal foi feito por Bolsonaro durante o carnaval que lhe pediu reserva já que a Petrobras é uma empresa deeconomia mista. Além disso, seu nome ainda tem que ser avaliado pelo Conselho da companhia.

“O conselho é independente, tem a sua visão de mde mercado. Não conheço os conselheiros, mas têm lá os seus critérios. Vai ser rigoroso", disse ele ao Valor, acrescentando que está atento aos desdobramentos da crise mas, qualquer coisa que falar agora sobre Petrobras seria “indelicado e ilegítimo”.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na sexta-feira a demissão do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, em um post nas redes sociais. Castello Branco é substituído após anunciar o quarto aumento no preço dos combustíveis.

O presidente da estatal vinha irritando Bolsonaro por conta do aumento dos combustíveis, especialmente o diesel. A situação se agravou depois que Castello Branco, em janeiro, ainda sob a pressão da ameaça de greve dos caminhoneiros, afirmou que a insatisfação da categoria é “um problema que não é da Petrobras”.