Indígenas Kaiowá e Guarani denunciam que foram agredidos na madrugada deste domingo

Indígenas de Amambái, no Mato Grosso do Sul, afirmam que os ataques continuam neste domingo (26). (Foto: Reprodução/Instagram)
Indígenas de Amambái, no Mato Grosso do Sul, afirmam que os ataques continuam neste domingo (26). (Foto: Reprodução/Instagram)

A comunidade da aldeia indígena em Amambai, no Mato Grosso do Sul, afirma que as agressões contra eles continuaram na madrugada deste domingo (26). De acordo com publicação no Instagram do povo Kaiowá e Guarani, os ataques ocorrem por terra e também por meio de helicóptero da Polícia Militar. Eles afirmam que as agressões partem dos fazendeiros locais e de seus seguranças juntamente com policiais.

Nas imagens registradas por eles, é possível ver pessoas correndo enquanto tiros são disparados. Um helicóptero sobrevoa baixo e há fumaça.

Os indígenas afirmam que várias casas na aldeia foram destruídas e que há cadáveres no local.

O conflito teve início na sexta-feira (24) quando aproximadamente 30 indígenas ocuparam uma fazenda da região, considerada uma área ancestral por eles. A comunidade pleiteia a demarcação daquela terra e dizem que não irão retornar para a beira da rodovia, no acampamento Kurupi. Eles alegam que há anos aguardam a conclusão dos estudos que já identificaram a área como de posse tradicional dos Guarani e Kaiowá.

Segundo apuração feita pelo G1, seis indígenas feridos por tiros foram levados para o Hospital Regional de Amambai. Há dois menores de idade entre as vítimas, um de 14 e outro de 15 anos. Três policiais também foram encaminhados para o mesmo hospital com ferimentos nas pernas e pés.

A Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul afirmou que 100 agentes participam da ação para conter os indígenas e devolver a fazenda ao proprietário. Segundo a Secretaria, um helicóptero utilizado na ação chegou a ser atingido por tiros.

A Assembleia Geral do Povo Guarani Kaiowá pediu que ações sejam tomadas para garantir o direito à vida e que a demarcação das terras seja feita no local.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos