Indira Nascimento, de "Travessia", explana clima político dos bastidores: "Conflitos transponíveis"

A nova novela das 21h, "Travessia", pode não estar agradando o público em relação ao enredo e protagonistas, mas tem rendido pelas polêmicas dos bastidores. Desde a escalação de Jade Picon até Gloria Perez, a autora, apontada como bolsonarista, é fato que política mexe com os ânimos do folhetim.

A novidade da vez é a veterana Cássia Kis, que tem causado pelas posições conservadoras e por ser pró-Bolsonaro. Kis, inclusive, chegou a participar dos protestos golpistas que os apoiadores do presidente (derrotado nas Eleições 2022) têm organizado pelo país.

Uma curiosidade pode aparecer: diante da polarização política do elenco da novela, já que apoiadores do presidente eleito Lula (PT) também fazem parte da trama, como será o clima dos bastidores de "Travessia"?.

A atriz Indira Nascimento, que vive a advogada Laís na novela, foi convidada do Yahoo Entrevista e abriu o jogo sobre os conflitos:

"As pessoas são diferentes e isso faz parte. Nosso desejo por democracia é que as pessoas possam ser como são, possam se expressar, dizer o que elas pensam. Sempre vão ter alguns conflitos decorrentes disso, mas são transponíveis".Indira Nascimento

Poucos encontros

A atriz ainda aproveitou para reforçar que, como a novela é dividida por núcleos, fica difícil dar um plano geral desses conflitos, mas que seus colegas de elenco mais próximos estão "do mesmo lado". Vale lembrar que Indira atua ao lado de Alexandre Nero e Ailton Graça, que apoiam Lula. Ainda no papo, Indira frisou que apesar das diferenças, há profissionalismo e respeito para tocar a novela sem muitos problemas.

Outro ator da trama, Marcos Caruso, em conversa com o Yahoo, já havia comentado que política é um tema entre os atores, mas sem animosidade. “Nós artistas, pessoas públicas, temos que dar o exemplo. Estarmos juntos nesta novela, nesta emissora, onde as pessoas podem conviver pacificamente e não apenas com as opções políticas, mas também as culturais, religiosas e sexuais. É um exemplo do microcosmo que deveria ser o nosso país”, avaliou.