Indonésia inicia vacinação contra Covid-19 e presidente recebe a primeira dose

Extra, com agências internacionais
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A Indonésia iniciou a campanha de vacinação contra a Covid-19 nesta quarta-feira (13), usando a CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac. O presidente da Indonésia, Joko Widodo, recebeu a primeira dose.

"Não senti nada", disse ele, sorrindo, após ser vacinado diante das câmeras, que transmitiram o momento ao vivo.

— Esta vacinação é importante para quebrar a cadeia de infecções pelo coronavírus e dar proteção à saúde e segurança para todos os indonésios — disse o presidente para jornalistas.

Uma equipe médica vacinou Widodo no palácio presidencial, assim como o ministro da Saúde e outros altos funcionários políticos e religiosos e líderes empresariais. O regulador indonésio autorizou esta semana a CoronaVac, com nível de eficácia de 65,3% após ensaios de fase 3 realizados no país.

No Brasil, o governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira (12) que o imunizante, produzido em parceria com o Instituto Butantan, tem uma eficácia global de 50,38%. Os dados incluem os voluntários do teste clínico que contraíram a doença, mas tiveram casos leves, e supera o índice recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Indonésia é o segundo país da Ásia mais atingido pelo Covid-19, atrás da Índia, com cerca de 850.000 casos registrados e cerca de 25.000 mortes. A campanha de vacinação do país visa inocular 181,5 milhões de pessoas, com as primeiras recebendo a CoronaVac.

O ministro da Saúde, Budi Gunadi Sadikin, disse que quase 1,5 milhão de trabalhadores da área da saúde seriam vacinados até fevereiro, seguidos por funcionários públicos e a população em geral em 15 meses.

Ao contrário de muitos países, a Indonésia pretende inocular primeiro a sua população mais jovem, e não os idosos, em parte porque não possui dados suficientes de ensaios clínicos sobre a eficácia da CoronaVac entre eles.

O presidente deu o exemplo sendo o primeiro a se vacinar para tentar estimular a participação da população na campanha em meio ao ceticismo em relação às vacinas, um desafio adicional para a Indonésia. Uma pesquisa de dezembro mostrou que apenas 37% dos indonésios estavam dispostos a ser vacinados, enquanto 40% considerariam e 17% recusariam.