Indústria nega 'apagão' de seringas, mas alta de preços preocupa; entenda

Redação Finanças
·2 minuto de leitura

O anúncio do governo de São Paulo sobre a eficácia da Coronavac, vacina produzida pelo Butantan em parceria com a Sinovac, trouxe certo alívio sobre o início do processo de imunização.

Mas se tratando do Brasil como um todo, algumas dúvidas circularam nas últimas semanas, principalmente se o Brasil teria seringas e agulhas suficientes para vacinar a população contra o coronavírus - lembrando que as outras campanhas de imunização, como a da gripe, seguirão normalmente.

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O Ministério da Saúde prevê a compra de 300 milhões de seringas para a aplicação das duas doses da vacina contra o novo coronavírus.

Em entrevista à CNN Brasil, Fernando Silveira (vice-presidente da Abimed, entidade da indústria dos produtos da saúde), disse que é preciso planejamento para esse momento, mas que o Brasil é capaz de suprir essa demanda fora do normal. “Precisamos trabalhar a quatro mãos, governo e fabricantes”, falou.

Silveira também falou à emissora que é importante saber qual tipo de seringa será utilizada na nova campanha de vacinação. “Novamente, é preciso planejamento para a indústria poder se preparar e fazer o melhor atendimento possível”, concluiu.

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É claro que com o mercado aquecido para o produto a tendência é de subida nos preços. No final do ano passado, o governo paulista fez duas licitações para compra de seringas, mas não houve sucesso. Alguns fornecedores tinham elevado seus preços em até 25%. Mesmo assim, comprou 50 milhões de itens e planeja adquirir mais 50 milhões.

Já prevendo mais problemas à frente, o Ministério da Economia anunciou nesta quarta-feira (6) que zerou o imposto de importação de agulhas e seringas para uso na vacinação contra a Covid-19. A medida torna mais barata a compra desses produtos do exterior.

De acordo com o ministério, a alíquota para importação desses produtos era de 16%. A redução vale até junho.

Como o governo de São Paulo, o Planalto tem enfrentado dificuldades para comprar esses insumos. Em pregão da semana passada, o empresas ofertaram apenas 2,4% do total de agulhas e seringas que o Ministério da Saúde precisa. O setor reclamou que os preços que o governo queria eram “fora da realidade”.

Por causa dessas complicações, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia restringiu a exportação de seringas e agulhas.

À TV Globo, a Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos disse que se comprometeu a fornecer 30 milhões de unidades.

A capacidade atual do Brasil hoje anual é de 1,5 bilhão de seringas.