Inflação acelera, PIB estagna e Macron enfrentará cobrança nas ruas no Dia do Trabalhador

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

A França teve 0% de crescimento no primeiro trimestre do ano e a inflação dá sinais de aceleração. A pressão nos preços inibe o consumo e anuncia um segundo mandato complicado para o presidente Emmanuel Macron.

A inflação em abril chegou a 4,8% no acumulado de 12 meses na França, a taxa mais alta em 37 anos. A guerra na Ucrânia causou uma explosão nos preços da energia e de cereais, somando dificuldades a uma situação de tensão nos preços que já vinha da retomada pós-pandemia. Mesmo se o preço do petróleo cair nos próximos meses, como os europeus estão mudando a matriz energética para fontes renováveis, e isso exige tempo e investimentos elevados, a eletricidade continuará cara, com impacto direto nos preços da comida e de produtos industrializados.

Em poucos meses, tudo aumentou na França: cereais, frutas, legumes, produtos de higiene e limpeza. O trigo subiu 40% desde o início do ano, o quilo do tomate, 24%, a gasolina, 27%. As pessoas começam a fazer estoques em casa. Esta semana o óleo de girassol desapareceu dos supermercados e reapareceu em sites de revenda por € 3 a € 6 euros o litro (entre R$ 15 e R$ 30).

Para conseguir ser reeleito, o presidente Emmanuel Macron prometeu apresentar uma lei, no começo de julho, para manter as subvenções em vigor, como a redução de € 0,18 no litro do diesel e da gasolina. Os reajustes no gás e na energia, que estão congelados até 30 de junho, poderão ser prolongados. Mas esse tipo de medida custa caro ao Estado e é inviável a longo prazo.

A aceleração da inflação surge em um momento de muita insatisfação com os salários. Depois da crise das dívidas, em 2009, a política do Banco Central Europeu manteve a inflação baixa e não houve valorização dos salários durante vários anos.


Leia mais

Leia também:
Macron tem a responsabilidade de reconciliar uma França fraturada, analisam jornais
Pesquisa aponta que 85% dos eleitores muçulmanos votaram em Macron no 2° turno
Em 1ª aparição após reeleição, Macron visita feira, ouve elogios e é alvo de tomates

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos