Inflação motiva medidas do Banco Central Europeu e reivindicações salariais, aponta imprensa francesa

A inflação recorde no mundo e a queda do poder aquisitivo ocupam as primeiras páginas dos jornais franceses desta sexta-feira (13). O diário Le Monde destaca as medidas inéditas do Banco Central Europeu (BCE) neste contexto, enquanto Le Figaro enfoca as reivindicações salariais que se multiplicam em toda a Europa.

Preocupado com a disparada da inflação na zona do euro, o BCE já prepara um aumento de juros para julho, e outras altas parecem inevitáveis ​​até o final do ano.

Le Monde explica que, há seis meses, a inflação ainda se apresentava como transitória, mas que, desde a guerra na Ucrânia, se revela mais forte do que o previsto, sem que nenhum aumento da taxa de juros fosse esperado. Mas na última quarta-feira (11), Christine Lagarde, presidente do BCE, mudou de tom.

A última vez que o banco havia elevado sua taxa de juros foi em 2011. Desde 2014, a taxa passou para território negativo, atingindo gradualmente o nível atual de -0,5% em setembro de 2019.

Poder de compra

Em sua capa, o jornal Le Figaro enfatiza como a inflação mundial relança as reivindicações salariais. Nos Estados Unidos como na Europa, os sindicatos se mobilizam em todos os setores para pedir aumentos de salários para compensar a alta do custo de vida.

A publicação compara que, enquanto a inflação foi de 7,5% na zona do euro em abril, entre janeiro e março os salários avançaram apenas 2,5%. Na França, ainda que o governo tenha aumentado a salário mínimo em 6% em um ano, muitas empresas já negociaram reajustes, afirma o diário.


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