Inflação na Europa é recorde: metade dos países da zona do euro já tem taxa acima de 10%

A disparada dos custos de energia após a guerra na Ucrânia fez a inflação da zona do euro disparar e, em junho, a taxa chegou a 8,6% no acumulado em 12 meses.

É o maior patamar já registrado desde a criação da moeda comum europeia, em 1999, informou nesta sexta-feira a agência de estatísticas europeia.

Quase metade dos 19 países que usam o euro estão com inflação acima de 10%.

Na Espanha, pela primeira vez desde 1985, a inflação chegou a dois dígitos, marcando exatos 10% em junho.

Na França, que tem muitas usinas nucleares e depende menos de gás e petróleo, fontes de energia cujos preços dispararam com as sanções à Rússia, a inflação subiu menos, 6,5%.

Na Alemanha, a alta de preços ficou em 8,2%.

Nos países bálticos, a situação é mais crítica. Estônia é o país com maior inflação da zona do euro, 22%, seguido pela Lituânia (20,5%) e a Letônia (19%). Ex-repúblicas soviéticas, os três países são carentes de fontes próprias de energia e foram os mais expostos à disparada nos custos do insumo.

Vários países estão aprovando medidas para tentar aliviar os efeitos da disparada da inflação. Na Espanha, o governo aprovou um pacote de € 9 bilhões (cerca de R$ 49 bilhões) que inclui subsídios para o transporte e uma redução de 80% nos impostos sobre energia. Além dos combustíveis e da eletricidade, a alta nos preços de alimentos no país também compromete a renda das famílias mais pobres.

Na Alemanha, o governo adotou programas para incentivar a economia de energia e uso do transporte público, criando um vale de € 9 (cerca de R$ 49) mensais para isso, além de ter reduzido impostos no setor. As medidas já ajudaram a aliviar um pouco a inflação no país, que recuou de 8,7% em maio para 8,2% em junho, mas analistas acreditam que este alívio é temporário.

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