A inflação na Venezuela fechou 2020 em quase 3.000%, segundo Banco Central do país

O Globo
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A woman pays for groceries at the municipal market of Chacao in Caracas amid the COVID-19 novel coronavirus pandemic, on September 3, 2020 as inflation increases in Venezuela which is in the midst of the worst economic crisis in its history after seven years of recession. - Venezuela is sitting on the world's largest proven oil reserves but under Nicolas Maduro's watch, the country has descended into crisis. Poverty has soared, inflation is the highest in the world, the currency has become practically worthless, and oil production is down to its lowest level in 77 years, which experts blame on mismanagement and corruption. (Photo by Federico PARRA / AFP) (Photo by FEDERICO PARRA/AFP via Getty Images)
Mulher em mercado em Caracas (Foto: Getty Images)

CARACAS — A Venezuela fechou 2020 com uma inflação acumulada de 2.959,8%, segundo dados divulgados quinta-feira pelo Banco Central do país (BCV).

A inflação reconhecida pelo BCV, de linha pró-governo, encontra-se abaixo das estimativas do antigo Parlamento da oposição eleito em 2015, que desde 2017 publicava o seu próprio índice de inflação devido ao atraso na publicação dos números oficiais.

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Em dezembro de 2020, fixou o índice de janeiro a novembro em 3.045,92%.

O BCV informou ainda que a variação de preços, em meio a um ciclo hiperinflacionário, foi de 46,6% em janeiro, uma queda em relação a dezembro passado, que fechou em 77,5%.

Os últimos dados oficiais atualizados mostram uma inflação acumulada entre janeiro e setembro de 844,1%.

A Venezuela, atolada na pior crise de sua história moderna e passando pelo sétimo ano consecutivo de recessão, fechou 2019 com inflação de 9.585,5% segundo a entidade emissora.

Paralelamente, o valor da moeda local — o bolívar — despencou, cenário em que o dólar ganhou espaço no país petroleiro, que sofre com a maior inflação do mundo.