Inflação reduz entusiasmo na Bolsa com PEC dos Precatórios

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo apos o anuncio da anulação do impeachment. (Diego Padgurschi /Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, BRASIL - 09-05-2015 - Gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM & F Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo apos o anuncio da anulação do impeachment. (Diego Padgurschi /Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Bolsa de Valores subiu 0,41% nesta quarta-feira (10), a 105.967 pontos, em um dia em que o ânimo do mercado com a aprovação em segundo turno na Câmara da PEC dos Precatórios foi contido pelas divulgações de dados sobre a aceleração na inflação no Brasil e nos Estados Unidos. O dólar subiu 0,18%, a R$ 5,5010.

O Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, chegou a superar os 107 mil pontos no decorrer do pregão. A alta ocorreu enquanto o mercado ainda celebrava o avanço da PEC que, apesar de dar um calote nas dívidas judiciais do próximo ano e furar o teto de gastos, é avaliada por investidores como uma solução para que o governo consiga pagar o Auxílio Brasil de R$ 400 e, assim, seja possível fechar o Orçamento de 2022.

Ainda pela manhã, porém, o Ibovespa chegou a ficar negativo com a repercussão da alta da inflação oficial do país, que acelerou para 1,25% em outubro. É a maior taxa para o mês desde 2002.

À tarde, o mercado passou a digerir os dados da inflação nos Estados Unidos, a mais alta em três décadas. Nos 12 meses até outubro, o índice aumentou 6,2%, o maior avanço anual desde novembro de 1990, após salto de 5,4% em setembro.

O avanço da inflação pode levar o Fed (Federal Reserve, o banco dos Estados Unidos) a antecipar a elevação dos juros básicos, o que resultaria em um fuga de capital em direção aos títulos do Tesouro americano, comenta Everton Medeiros, especialista da Valor Investimentos

"O mercado chegou a atingir uma alta de 1,74%, mas, após a divulgação dos dados de inflação ao consumidor nos EUA, cresceu a expectativa de que o Fed antecipe a elevação da taxa de juros", diz.

Apesar da volatilidade, a Bolsa manteve o viés de alta. O final do pregão, porém, foi marcado pela repercussão da queda nos preços do petróleo, derrubando as ações da Petrobras (-0,79%), segundo Rafael Ribeiro, analista de investimentos da Clear.

O barril do Brent recuou 2,58%, a US$ 82,59 (R$ 450,80).

Além disso, os papéis das siderúrgicas recuaram sob reflexo de mais um dia de desvalorização do minério de ferro. "A commodity caiu 4% no porto de Qingdao [na China], aos US$ 89 [R$ 486], com as preocupações com a demanda se intensificando devido às restrições à produção de aço da China", diz Ribeiro.

Em Wall Street, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuaram 0,66%, 0,82% e 1,66%, respectivamente.

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