Inflação de setembro é a pior do mês desde início do Plano Real

·2 min de leitura
brazilian money currency symbol brazilian economy
Moeda brasileira continua desvalorizada, o que também impacta na inflação
  • Expectativa é de novo aumento na taxa básica de juros

  • Projeções de inflação crescem pela 26ª semana seguida

  • Teto da meta oficial do governo para este ano é de 5,25%

A inflação medida pelo IPCA, o índice oficial do governo, acelerou e subiu 1,16% em setembro, segundo dados divulgados pelo IBGE. É a maior taxa para o mês desde o início do plano Real, lançado em 1994. Em setembro daquele ano, o índice ficou em 1,53%.

A escalada dos preços já faz o brasileiro conviver com uma inflação de dois dígitos - algo que aconteceu pela última vez em 2016, quando o indicador chegou a 10,36%. Em 12 meses, a alta acumulada é de 10,25%.

Leia também:

Por que a inflação subiu tanto em setembro

Uma das razões para a inflação ter acelerado em setembro foi o preço da energia elétrica. A cobrança da bandeira Escassez hídrica, que passou a vigorar no dia 1º, adiciona uma taxa de R$ 14,20 a cada 100 kWh. Essa sobretaxa deve vigorar até abrir do ano que vem. Ou seja, as famílias terão que saber conviver com uma conta mais cara nos próximos meses.

A inflação oficial para 12 meses permanece bem acima do teto da meta estabelecida para o ano pelo Banco Central, que é 5,25%.

O Boletim Focus, do Banco Central, que reúne as projeções do mercado para a alta dos preços, sobem pela 26ª semana seguida. Há um mês, estava em 7,7%. Agora se espera que a inflação encerre o ano em 8,7%.

A piora do cenário inflacionário de 2021 também piora as expectativas para 2022. É a 11ª semana seguida em que o mercado revisa para sua projeção, chegando a 4,14%.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos