Influência do Centrão cresce no Planalto e bloco pode ganhar mais espaço em 2021

Gustavo Maia
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Isac Nóbrega/PR

BRASÍLIA — O Jair Bolsonaro de janeiro, quando iniciava o seu segundo ano de governo, é bem diferente do de dezembro, prestes a completar a metade do mandato. A bandeira da antipolítica presente desde a campanha eleitoral de 2018 deu lugar a uma aliança pragmática com o centrão, bloco chamado de fisiológico pelo presidente e seus aliados antes do acordo com os partidos. Com a necessidade de contar com uma rede de proteção e apoio no Congresso para a travessia de 2021, a tendência é que a parceria com as siglas tradicionais avance ainda mais ao longo do próximo ano.

Nos últimos meses, Bolsonaro cedeu cargos cobiçados a partidos aliados, como o comando de órgãos com orçamento bilionário, a exemplo do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Pelo menos 17 postos relevantes do segundo escalão foram ocupados em áreas responsáveis por comandar orçamentos de cerca de R$ 70 bilhões. Em 2021, o Planalto estuda entregar o Ministério da Cidadania, hoje chefiado por Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que tem na mão programas sociais como o Bolsa Família, essencial para a popularidade presidencial nas eleições de 2022.

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