Influencer de finanças fica 'indignada' com empréstimo consignado do Auxílio Brasil

Medida do governo sobre o empréstimo gerou discussões nas redes sociais (Getty Image)
Medida do governo sobre o empréstimo gerou discussões nas redes sociais (Getty Image)
  • Governo liberou empréstimo consignado para beneficiários de programa social

  • Influencer critica a medida voltada para quem recebe o Auxílio Brasil

  • Internautas discutem sobre as altas taxas de juros cobradas pelos bancos

"Ver gente defendendo usar o Auxílio Brasil como garantia pra empréstimo é o auge do mau-caratismo". Nath Finanças, administradora e influencer de finanças pessoais, criticou no Twitter os perfis que estão dizendo que o empréstimo consignado seria uma forma de pessoas pobres terem acesso à crédito no mercado.

Em véspera de eleições, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou uma lei que autoriza o empréstimo consignado do Auxílio Brasil. Nessa modalidade, os juros cobrados pela modalidade de crédito podem ser até três vezes maiores que outros créditos do mercado.

Logo após o anúncio da medida, a ex-BBB Natália Deolato postou uma 'publi' (conteúdo publicitário pago) nos stories do Instagram falando de uma pessoa que oferecia crédito para quem recebe o benefício do governo. A postagem logo incitou a indignação dos internautas.

"O o cheiro de golpe exala", questionou um perfil do Twitter. "O golpe está na taxa de juros do empréstimo consignado, ou seja, de risco zero, porque debita direto do auxílio", respondeu outra conta.

Informações do Banco Central apontam que os juros médios de empréstimos consignados estão entre 1,66% a 2,47% ao mês, enquanto os cobrados ao beneficiários do Auxílio Brasil são de de 3,29% a 5,85% ao mês.

Nas redes sociais, Nath Finanças declarou indignação sobre a proposta de crédito. "Isso é uma bola de neve, não está ajudando… Número de endividados só aumenta e com esse tipo de medida eleitoreira não ajuda em NADA à população. Quem ganha são os bancos com essa garantia de empréstimo consignado", explicou.

Dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que 77,3% das famílias têm alguma dívida.

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