'Influencers' do tráfico vendem drogas por redes sociais

(Foto: Getty Images)
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Bandidos estão cada vez mais vendendo drogas em perfis abertos em redes sociais. Uma reportagem do portal g1, divulgada nesta quinta-feira (30), encontrou nove perfis diferentes traficando drogas nas plataformas.

Todas as páginas revelam fotos e vídeos dos carregamentos e indicações de locais onde atuam, e alguns estão funcionando desde janeiro de 2021.

Ainda segundo o portal g1, em uma postagem feita na quarta (29), um traficante diz: “Disponível. Enviamos pra todo Brasil”. E o outro declara: “Sextou. Muito lança perfume”. Além disso, em um vídeo publicado pelo mesmo bandido, dá para ver a quantidade de dinheiro e drogas. “Chegou, aí meus amigos, muita”, afirma.

O traficante não tem nenhuma preocupação, e tem até quem expõe seu número de telefone e link para contato de WhatsApp, como se exercesse uma atividade comercial legalizada.

Ao G1, Yasmin Curzi, pesquisadora do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, explica qual é a responsabilidade das empresas donas das redes sociais.

As plataformas estão investindo em inteligência artificial para barrar a prática criminosa. Mas Yasmin afirma que é um desenvolvimento difícil. “Porque você precisa de contexto da imagem. A detecção automatizada de IA é bastante difícil de ser aprimorada”, explica.

Também ao G1, o Twitter disse que não foi procurado em tempo hábil, e que a plataforma tem regras que determinam os conteúdos e comportamentos permitidos.

A Polícia Militar explicou que esse tipo de crime extrapola as atribuições da corporação.

A Polícia Civil afirmou que já prendeu vários traficantes em flagrante, durante as entregas, e que investiga fornecedores. Além disso, disse que esse fornecedores estão tanto em comunidades quanto em condomínios de luxo.

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