Influenciadora desabafa sobre dificuldade em matricular filho com espectro autista

Louise Queiroga
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A influenciadora digital Veronica Oliveira, do perfil @faxinaboa, com 298 mil seguidores no Instagram, usou suas redes sociais nesta sexta-feira, dia 12, para desabafar com seus seguidores a saga que é conseguir matricular o filho em uma turma da série do ensino fundamental. Com lágrimas escorrendo pela face, Veronica narrou que chegou a pagar todas as mensalidades numa escola em São Paulo e, ao apresentar a documentação do menino, informando que ele tinha transtorno do espectro autista, foi informada de que não havia mais vagas disponíveis naquela unidade de ensino. E esta, segundo ela, não foi a primeira vez que o mesmo processo aconteceu.

"Eu fiz todo o processo de matrícula do meu filho. A escola foi super solícita, entreguei a listagem de documentos que eles pediram, e coloquei na ficha de saúde o laudo dele, dizendo que ele é autista. Fiz o pagamento de todas as mensalidades do ano, comprei o material escolar", disse Veronica.

Foi a partir da entrega do laudo que a postura da escola mudou, conforme ela contou.

"Cheguei para assinar o contrato, a escola devolveu tudo, dizendo que, magicamente, enquanto eu não tinha vindo assinar o contrato, acabaram as vagas", acrescentou, demonstrando então consternação diante da resposta do colégio. "Por que será que eles não têm mais vagas para aceitar o meu filho?"

Veronica completou dizendo que outra unidade no mesmo bairro, na Zona Norte da capital paulista, também respondeu de mesma forma após ser informada da condição de saúde da criança.

"Elas estavam me passando todas as informações, mas na hora que eu disse que ele era autista, não tinha mais vaga. Eu não sei até quando essas coisas vão acontecer. E é muito difícil todo santo dia isso", avaliou.

Nos Stories, Veronica postou uma fala do próprio menino contando que "só queria uma escola boa", enquanto lamentava os últimos episódios.

O relato da influenciadora logo se alastrou pela web e ela agradeceu o apoio que tem recebido de internautas, demonstrando força para seguir em frente na busca por uma escola para seu filho.

"Gente, obrigada aí a todo mundo que está mandando mensagem. Eu não consigo responder, tem muita coisa. Já parei de chorar, tô com a cara meio borrada ainda, mas já parei de chorar. A gente está aqui na tarefa para achar um colégio que seja inclusivo, que seja acolhedor, que seja legal, e que respeite as particularidades de cada criança. A gente sabe que vai achar. É difícil, né? Mas vai dar certo".