Influenciadora e suspeitas presas por estelionato zombavam de vítimas em mensagens: “Não aguento mais pobre”

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A influenciadora digital Anna Carolina de Sousa Santos, presa por estelionato no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução/Redes Sociais
A influenciadora digital Anna Carolina de Sousa Santos, presa por estelionato no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução/Redes Sociais
  • Polícia descobriu que grupo zombava de vítimas com pouco dinheiro

  • As mulheres trocavam mensagens sobre os golpes no WhatsApp

  • Justiça segue investigando a atuação das criminosas

A 40ª Delegacia de Polícia do Rio apreendeu diversos itens da quadrilha formada pela influenciadora Anna Carolina de Souza Santos e outras quatro mulheres, suspeitas de estelionato. Entre eles, os celulares das criminosas, que estão sendo examinados pelos agentes.

Em uma conversa que ajudou a Justiça a decretar a prisão preventiva do quinteto, e reproduzida pelo G1, as suspeitas debocham de uma das vítimas pelo pouco dinheiro que tinha na conta.

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As mulheres trocavam mensagens sobre os crimes em um grupo de WhatsApp intitulado Apto 302 Recreio. Ao se deparar com os R$ 330 na conta de uma vítima, uma senhora de 88 anos, Yasmin Navarro, uma das criminosas, dividiu os dados da idosa com as comparsas e emendou em seguida: “Não aguento mais pobre”.

As mensagens estão auxiliando a Justiça a compreender como atuava o grupo. Um dos prints, por exemplo, esclareceu que o dia de maior atuação da quadrilha era sexta-feira.

Em troca de mensagens, algumas das integrantes do grupo reclamam da dificuldade na aplicação dos golpes naquele dia, ao que Yasmin intervém e tenta incentivá-las.

Mensagens trocadas pelo grupo - Foto: Reprodução
Mensagens trocadas pelo grupo - Foto: Reprodução

“Bora meninas, 15h. Tem que estourar de segundas. Dinheiro para o FDS (fim de semana). Porque o trampo de sexta só cai na segunda”, comenta.

Ainda segundo a investigação policial, o grupo possuía uma planilha com mais de 10 mil dados bancários de vítimas.

Entenda o caso

A polícia do Rio de Janeiro prendeu em flagrante a influenciadora digital Anna Carolina de Sousa Santos e mais quatro amigas por estelionato e organização criminosa. Na última sexta-feira (9), a juíza Mariana Tavares Shu, da Central de Audiências de Custódia, converteu a detenção da quadrilha da blogueira para prisão preventiva, sem prazo de vencimento enquanto durarem as investigações.

Polícia está analisando mensagens do grupo - Foto: Reprodução
Polícia está analisando mensagens do grupo - Foto: Reprodução

Anna Carolina de Sousa Santos se apresentava como influenciadora e empreendedora nas redes sociais, juntamente com Yasmin Navarro, Mariana Serrano de Oliveira, Rayane Silva Sousa e Gabriela Silva Vieira. Elas roubavam dados de cartões de crédito e os repassavam a comparsas, que faziam saques, compras e transferências, segundo a polícia.

A quadrilha foi encontrada em um apartamento no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. No local, funcionava uma "central de telemarketing", que servia para aplicar golpes. No momento da prisão, policiais encontraram duas indiciadas em ligação ativa com suas vítimas.

Segundo reportagem do portal G1, as criminosas entravam em contato com as vítimas fingindo ser da administradora do cartão de crédito. Diziam que havia sido detectada uma fraude nas compras feitas no cartão e que a vítima deveria passar alguns dados para resolver o problema.

As mulheres ainda mandavam um suposto motoboy até a casa da pessoa para pegar o cartão. Com todos os dados e o cartão das vítimas em mãos, elas faziam compras, saques em contas bancárias, pix a até empréstimos.

A defesa de ariana Serrano de Oliveira e Gabriela Silva Vieira alegou que as duas não são moradoras do Rio de Janeiro e apenas estavam no apartamento no momento da operação policial. A questão da residência em outro estado também foi abordada pela defesa de Yasmin Navarro. O argumento não foi acolhido pela juíza.

A defesa de Yasmin ainda pediu o relaxamento da prisão pelo fato de a suspeita ter um filho menor de idade, o que é previsto no Código Penal, mas que também foi rejeitado pela magistrada.

A defesa de Anna Carolina se manifestou repudiando veementemente as acusações que foram feitas contra ela: "Ao longo do instrução criminal, sua inocência será provada. A mesma possui ocupação lícita, residência fixa e bons antecedentes, razão pela qual será impetrado o recurso cabível para sua soltura".

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